Enquanto Prefeitura e governo do estado jogam a responsabilidade um para o outro, os moradores da Rua Bulcão Viana é que sofrem com a paralisação da obra de asfaltamento da via. Lama quando chove, poeira com sol quente e muita indignação formam o cenário naquela região da cidade.
O comerciante Antonio Guesser Junior (38), por exemplo, precisou pagar uma máquina retroescavadeira para poder passar no local e dar condições dos moradores fazerem o mesmo. Tudo porque uma cratera se formou em determinado trecho e ameaçava, inclusive, a segurança de quem arriscava passar ali. Isso sem falar na poeira.
“O pó ninguém aguenta. Trabalhamos aqui com portas fechadas em função dessa poeira”, desabafou ele.
O dilema não é apenas dos comerciantes, como Antonio. Os demais moradores também convivem com misto de incredulidade pelo abandono da obra e de indignação. É o caso de José Dias Carvalho (52).
“Está feira a coisa aqui. Isso é coisa para ser judiado. Tudo é dificuldade. A gente sai com carro e nem a pau para conseguir andar. Quando chove isso aqui fica feio. Qualquer chuvinha o carro não passa. Chega aqui e volta tudo”, comenta ele da porta de entrada da casa.
José relata que há dias não vê uma máquina ali passar. Quando chove, a situação da rua ajuda para que a água não tenha para onde escoar e acaba por entrar em muitas residências. Inclusive na dele.
A obra de asfaltamento da Rua Bulcão Viana teve início no mês de outubro, quando foram feitas as intervenções para a parte de drenagem. Desde então, os moradores e comerciantes vivem um verdadeiro dilema diário com os transtornos e a paralisação dos serviços.
A obra é fruto de um convênio assinado entre a Prefeitura e o governo do estado, com recursos do Fundo Social, anunciados em abril pelo deputado estadual Serafim Venzon. Na ocasião, ele, o então prefeito interino Roberto Pedro Prudêncio neto e o secretário executivo regional de Brusque, Ewaldo Ristow Filho.
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Colaborou Rodrigo Carretero



