A Câmara de Vereadores de Brusque aprovou em sessão na noite desta terça-feira dois projetos de leis de grande vulto ao município. Um deles trata de adequações ao Plano Diretor, revisado pela última vez há seis anos. O outro é a Lei de Diretrizes Orçamentarias, a LDO, para o ano de 2015. Esta proposta trata dos setores em que serão aplicados os recursos do orçamento geral da cidade.
Sobre o plano diretor, o vereador Dejair Machado (PSD) lembrou da necessidade de se adaptar o projeto à atual realidade que o município vive. “Não significa que está se facilitando ou burlando alguma lei. O que a Câmara fez e fez com muita responsabilidade foi organizar (o Plano Diretor)”.
Alessandro Simas (PR) falou de uma emenda do projeto original que tratava do recuo de três metros para novas edificações, algo que não vai, segundo ele, de encontro à realidade do município. “Fizemos varias reuniões, com a participação de todos os vereadores. Isso sensibilizou o governo municipal que que decidiu voltara atrás e retirar essa emenda”.
Valmir Ludvig (PT) destacou que a Câmara precisa tratar do assunto com bastante seriedade, pois é o futuro da cidade que está em jogo e qualquer alteração no plano diretor precisa ser feita com base em estudos técnicos. “ Enquanto vivermos e aqueles que vierem devemos nos preocupar. Aqui chegam pessoas todos os dias (na cidade) e temos que nos preocupar como fazer a ocupação, pois ela não pode ser feita de qualquer jeito”.
Já em relação à LDO, o vereador Dejair Machado teceu críticas aos valores que devem ser destinados a algumas secretarias da prefeitura, afirmando serem eles insuficientes para o tipo de trabalho que as mesmas executam. “´Projetaram para a segurança pública, está lá na LDO, R$ 500 mil. Dá para comprar dez câmeras e fazer manutenção. É muito pouco para a magnitude do orçamento do nosso município”, exemplificou na tribuna.
Moacir Giraldi (PT do B) disse que o orçamento vai contemplar novamente gastos altos com publicidade. Em detrimento a outros setores que requerem valores maiores. “Ano passado foram R$ 2.334.000,00 só com publicidade. Esse ano vai passar de R$ 3 milhões. Quantas creches dava para fazer se gastassem a metade do que se gasta com publicidade”.
Valmir Ludvig rebateu os oposicionistas sobre os valores destinados a cada pasta. Na avaliação dele, cada uma tem sua devida importância e necessidade dentro do orçamento. “Não dá para se pegar um orçamento de uma secretaria e de outra e olhar de forma estranha. Uma tem influência na outra”.




