A diretora do Centro de Educação Infantil Emilia Floriani, no Bairro Santa Terezinha, em Brusque, decidiu expor à Rádio Cidade sua versão sobre o caso envolvendo um aluno, os pais da criança e acusação de agressões ocorrido na última semana. Priscila Dauer contrapôs o que disse à emissora a mãe do menino de cinco anos (RELEMBRE AQUI), de que foram agredidos na unidade. (RELEMBRE O CASO)
Na conversa, realizada no escritório do advogado que está cuidando do caso, Priscila contou os minutos que se sucederam entre a ligação feita à mãe do menino e a chegada da Polícia Militar no educandário para conter os ânimos. O fato ocorreu no dia 8 deste mês.
“Ocorreu que a criança estava muito agitada na sala de aula. Ela não estava respeitando a professora. Batia na professora, cuspia, batia nos amiguinhos. Já tinha reclamações de outros pais. Fazia dois meses que essa criança estava lá. Que ela batia, mordia os amiguinhos. Nesse dia foi muito forte dentro da sala. A professora chamou a coordenadora. Ele estava muito agitado, dizia ‘vou matar’, chamava palavras vulgares”, afirma ela.
A ação foi tirar o menino e chamar os pais para conversar. Nesse ínterim, segundo a diretora, a criança ameaçava fazer pior se voltasse para a sala de aula.
Priscila afirma que quando a mãe do menino chegou à unidade já estava bastante alterada.
“Quando ele viu a mãe, disse ‘agora vocês vão ver’! Aí, a coordenadora colocou ele sentado e disse: agora, vamos conversar com a mamãe e ver o que está acontecendo", disse, relatando que a coordenadora colocou o menino sentado e ao ficar na altura dele, o mesmo cuspiu no rosto da educadora e chutou sua perna.
Ainda de acordo com a versão da diretora, a criança ameaçou dar um soco no rosto da coordenadora, que, como reação, segurou a mão do menino para evitar ser atingida. Nesse momento, a mãe teria sido questionada se não tomaria nenhuma atitude.
“Aí disse: vocês que são educadoras, que eduquem. Eu falei, não é bem assim, mãe não é só em casa. Mãe é na escola, no supermercado, na escola, na rua, em todo lugar”, pontuou, afirmando que a mulher estava muito alterada e alegando que só cobravam isso do filho dela.
A diretora alega que disse à mãe que a escola queria ajudar para descobrir de onde a criança estava tirando aquelas atitudes. A resposta foi de que em casa ela não agia assim.
Ao ameaçar de mudar de escola e ouvir que não era a solução, a mulher teria partido para cima da diretora para agredi-la, alega Priscila.
“Foi muito rápido. Ela veio para cima de mim, foi para dar um tapa na minha cara e nisso eu tirei. Aí, ela pegou minha mão e começou a agressividade, na frente da criança. A coordenadora vendo isso tentou separar”, relata, mostrando as marcas de arranhões no braço.
Segundo ela, a mulher segurou um de seus dedos e dizia que iria quebrar a mão da educadora. Ela conseguiu se desvencilhar e correu chamar a polícia, assistida por outros professores e pais que estavam no local naquele instante.
Priscila afirma que a PM esteve no local, mas a direção pediu para que a mulher não fosse levada para a delegacia, pois isso seria negativo e causaria cena muito forte nas crianças que vissem. Principalmente o menino filho dela.
Sobre o pai da criança, que foi no dia seguinte na unidade, a diretora afirma que ele cobrava sobre quem era a coordenadora e quem teria agredido seu filho. Exaltado, o homem dava murros no balcão e somente parou quando um professor e outro pai que estavam no local se aproximaram.
A diretora do CEI afirmou que a criança estava na uniadade havia apenas dois meses e que já vivera situação parecida na escola que estudava anteriormente. Inclusive, o menino já não está mais matriculado no Emilia Floriani: na segunda-feira (19), ele começa em outra unidade de ensino.
O advogado Leônidas Pereira, que está defendendo as educadoras, disse que ações judiciais serão tomadas contra o casal.
“Fui averiguar, ouvi testemunhas, os professores. A comprovação (das agressões) veio através de laudo pericial, boletim de ocorrência, das versões da diretora e da coordenadora, e um relatório feito antes da ocorrência. Esse relatório, inclusive, já estava de posse dos pais”, relatou.
O caso foi parar na delegacia. Um boletim de ocorrência foi registrado. A Secretaria da Educação abriu sindicância para apurar o que houve.




