Conselheiros criticam forma de agendamento pelo Sisreg
A demora na liberação de exames através do Sistema de Regulação (Sisreg), utilizado pela secretaria municipal de Saúde para agendamento de exames e consultas com determinadas especialidades, foi observada durante a reunião ordinária na noite de ontem (21) do Conselho Municipal de Saúde (Comusa).
O conselheiro Julio Gevaerd, vice-presidente do Comusa, citou o caso de uma pessoa que teve de amputar uma das pernas porque o sistema demorou para agendar o atendimento necessário. Quando a consulta chegou, ele já havia feito a amputação. " O sistema é bom de um lado, mas ele não pode aplicar de forma aleatória como se o computador fosse analisar a necessidade de cada pessoa que precisa ser atendida pelo SUS", disse ele
A presidente do Comusa, Sueli Lauritzen, também teceu criticas à forma de agendamento criada pelo ministério da Saúde. "Pessoas que fazem a consulta e depois o médico solicita exames, mas elas encontram dificuldade no retorno. Demora muitas vezes mais de um mês e essas pessoas, que possuem problemas urgentes, ficam na espera", declarou.
A discussão se estendeu por vários minutos. Mas, em vão. A conclusão é que a forma como foi instituído o Sisreg pelo ministério, acaba por impedir que o atendimento seja agilizado pela própria secretaria.


