Delfim: Uma ação gera uma reação
A frase "uma ação gera uma reação" foi repetida várias vezes pelo presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim de Pádua Peixoto Filho, na tarde de ontem (16), ao conceder coletiva à imprensa. O local escolhido foi o escritório do advogado criminalista Gastão da Rosa Filho, no Centro de Florianópolis. Por conta da repercussão do fato ocorrido em Joinville, quando o narrador da Rádio Cidade, Rodrigo Santos, foi agredido a socos e pontapés por Delfim de Pádua Peixoto Neto, o Delfinzinho, após a decisão da Copa Santa Catarina.
Delfim afirmou que o fato não se iniciou em Joinville e nem foi produto do jogo. O presidente da Federação acusou Rodrigo de ter instigado a torcida do Brusque a recebê-lo mal, embora não tenha lembrado em que jogo isso aconteceu. Concluiu que teve dificuldades de sair do estádio e isentou a diretoria do Brusque de qualquer culpa. Disse também, que o Augusto Bauer não oferece nenhuma segurança e afiançou que as próximas verificações serão mais rígidas com o estádio do Brusque.
Na primeira partida da decisão da Copa Santa Catarina contra o Joinville, no Augusto Bauer, Delfim assegurou que o filho Delfinzinho, a quem classifica como "estudioso da arbitragem", ao chegar ao estádio do Brusque sentiu "um clima pesado". Ao final do jogo, uma parte da torcida do Bruscão teria gritado a Delfinzinho:"vai morrer, vai morrer!", o que estaria devidamente registrado em vídeo. O "filhinho" de Delfim só saiu do estádio uma hora após o fim da partida, com apoio da Policia Militar. O dirigente atribuiu essa reação da torcida ao narrador Rodrigo Santos, como "incentivador das massas".
Já no jogo da Arena, Delfim admitiu que o filho se apresentou ao segurança do Joinville para ter acesso às cabines de rádio, comunicando que iria falar com o radialista da Rádio Cidade acompanhado de dois "amigos". Ao chegar à cabine, "educadamente" Delfinzino bateu à porta para poder entrar e falar com Rodrigo. Claro, que com o objetivo de "esclarecer os fatos" de maneira amigável, e que se surpreendeu com a "reação" violenta de Rodrigo, que o ameaçou. Portanto, Delfim explicou uma antiga lei da física, a Lei de Newton: a toda ação corresponde uma reação, de igual intensidade e em sentido contrário.
Nesta coletiva à imprensa, Delfim pai colocou em dúvida uma imagem divulgada na internet, mostrando o narrador da Rádio Cidade bastante machucado, dando a entender que poderia ter sido manipulada e, em conseqüência, editada no photoshop. Para Delfim, o fator detonador desta "reação violenta" do filho teria sido a divulgação de que os sorteios das arbitragens não aconteciam, o que Rodrigo repercutiu na programação da Rádio Cidade e no blog.
A denúncia foi do ex-árbitro Valdir Lodetti, que exerce a condição de vice presidente da Federação, em uma entrevista a um canal de TV de Criciúma. O que Delfim concluiu que: Lodetti "se embrulhou todo". Inclusive, depois disso, definiu que os sorteios, agora, acontecerão no saguão da sede da FCF, em Balneário Camboriú, e filmadas para em seguida ficarem à disposição no site da Federação.
Finalizou dizendo que Gastão da Rosa Filho será advogado de Delfim de Pádua Peixoto Neto e que, a partir daquele momento, somente Gastão responderá sobre esse caso. Delfim não se manifestará mais sobre o assunto. Quando indagado sobre o afastamento do filho do cargo que ocupa na FCF, o presidente Delfim até pensou em afastá-lo, mas "não pelo fato, mais pela repercussão que se deu", disse. No entanto, os companheiros de diretoria da Federação aconselharam a não tomar tal atitude.
Ao final, a informação mais aguardada por todos, e que provavelmente deixou o futebol catarinense "mais tranqüilo". Delfim declarou que poderá ser candidato à reeleição na entidade em 2014, uma vez que não há oposição ao trabalho que desenvolve dentro da Federação.


