A compra de um terreno no Bairro Imigrantes, nos idos de 2013, tem sido o assunto do momento para a classe política oposicionista à base governista guabirubense. Apesar do tempo já passado desde a transação e o fato de um posto de saúde já estar quase concluído no local, isso não faz com que o “barulho” cesse. E a Rádio Cidade esteve, na manhã desta sexta-feira (19), no gabinete do prefeito Matias Kohler (PP), onde, em entrevista concedida à emissora, o mesmo demonstrou bastante descontentamento com a situação e deu seu contraponto.
A primeira questão que lhe foi indagada foi o fato de o terreno ter, supostamente, valorizado 750% numa questão de meses, já que, algum tempo antes, valeria aproximadamente R$ 200 mil, sendo adquirido pela importância de quase R$ 1,5 milhão. De acordo com Kohler, assim como disse seu líder de governo na câmara de vereadores, Cristiano Kormann (PP), a subida do preço acompanhou a valorização normal no município de Guabiruba e que o terreno estava escriturado há muitos anos no valor de R$ 200 mil, preço que já estaria defasado.
“Quando não tem mais o que se falar, procuram-se polêmicas. E é o que a oposição está fazendo neste momento. Mas levantar fatos ou colocar na opinião pública situações infundadas com o único objetivo de denegrir alguém, pode virar calúnia”, ressalta. Kohler falou aos microfones da Rádio Cidade que outros terrenos foram procurados e que nenhum apresentava preço abaixo de R$ 100 o metro quadrado.
“Nós compramos aquele terreno por R$ 85 o metro quadrado com base em três corretoras imobiliárias do município, inclusive com acompanhamento do Observatório Social (OSBR), que nos deu um atestado dizendo que o valor estava dentro dos parâmetros de mercado”, pontua.
Matias Kohler relatou à reportagem da RC que estranhou o fato das colocações levantadas na última sessão da Câmara de Vereadores, ocorrida na terça-feira (16). Falou que, na época, todos os edis acompanharam o processo de compra do local e que não entende o motivo de, um ano e meio depois da transação, estarem falando isso.
“Volta a mostrar o caráter e o objetivo de quem quer denegrir a imagem da administração e tumultuar a opinião pública. Estamos à disposição, o Ministério Público (MPSC) já abriu inquérito, estamos respondendo e temos certeza de que o processo foi feito na maior lisura”.
Lembre: ‘Terreno teria valorizado 750%’
Sobre a questão ambiental, já que no terreno, antes de sofrer intervenções de máquinas, havia nascentes de água, Mathias reitera que tudo foi feito no aspecto legal. O pepista citou o princípio de utilidade pública que, em tese, viabilizaria a terraplanagem do terreno a fim da construção de edificações para o uso da população. “Ele veio em serviço da administração municipal, a pequena nascente foi canalizada, não se feriu nada, até porque fomos acompanhados dos órgãos ambientais”, diz Kohler.
O terceiro e último questionamento diz respeito ao fato de o terreno pertencer a lideranças pepistas de Guabiruba, ou seja, correligionários do prefeito Mathias. Fato que poderia facilitar a compra por um preço ‘engordado’. Ele foi enfático. “Acho interessante que se o terreno fosse do PMDB, seria pago e não teria problema. Volto a fazer o posicionamento inicial: apenas querem tumultuar, apenas querem buscar algum motivo porque estão sem argumentos. A municipalidade vem trabalhando com afinco e por isso se vêem acuados. O fato de ser de correligionários não impede de ser ou não comprado, o que importa é se foi feito de uma maneira transparente”, finaliza.
O Ministério Público continua a investigar a compra realizada em novembro de 2013. De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Guabiruba, no terreno, localizado no Bairro Imigrantes, um posto de saúde está quase entrando na fase final de edificação.
Acompanhe a entrevista completa na edição de segunda-feira (22), no Jornal da Cidade.




