Novo equipamento para teste da orelhinha
Desde ontem (15), todas as crianças nascidas em Brusque e cidades vizinhas cobertas pelo Programa de Triagem Auditiva Neonatal e Follow-up, da Clinica de Terapia Integrada Uni-Duni-Tê, unidade de serviço da Apae brusquense, farão a triagem auditiva neonatal conhecida como ‘teste da orelhinha, a partir de um moderno equipamento.
O exame, que atende 92% dos nascimentos do município e é realizado em parceria com a secretaria de Saúde, identifica precocemente o risco de perda da audição. O fonoaudiólogo Cleber Ramos de Juan, técnico responsável pela empresa fornecedora do equipamento e que fez o treinamento da equipe, esclareceu que o aparelho é o mais avançado em termos de tecnologia disponível no mercado.
O exame é recomendado como procedimento complementar na triagem de bebês que apresentam indicador de risco para desenvolver perda auditiva, ou para as crianças que falharam nas emissões otoacústicas.
A fonoaudióloga da Uni-Duni-Tê, Rafaela Bittencourt Pedroso Santos, não teve problemas em manusear o equipamento. "Já possuía conhecimento, no estágio realizado na faculdade, Mas, o treinamento realizado aqui auxiliou na agilidade do atendimento", concluiu.
Márcio Belli, diretor de Relações Públicas, enfatizou a importância do equipamento. "A comunidade tem a garantia de receber um serviço de qualidade e assim procuramos aplicar bem os recursos que angariamos", concluiu. Valdete Battisti Archer, coordenadora da clinica, explicou a origem dos recursos para a aquisição do aparelho.
Segundo Valdete, os valores foram arrecadados no último pedágio da Apae (R$ 25.531), juntamente com recursos recebidos da prestação pecuniária (R$ 5.200) e do Juizado Especial e do Juizado Criminal da Comarca de Brusque.O valor restante (R$ 3.769) foi complementado com recursos próprios da APAE.
De acordo com a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, cerca de 2% das crianças não passam no primeiro teste, o que não significa que tenham problemas auditivos. Assim, o bebê deverá repetir o exame e fazer um diagnóstico mais detalhado.
Maria Eduarda Goginski Cidade, acompanhada dos pais Luciano Ribeiro Cidade e Maria Aparecida Goginski não consseguiu concluir o exame de emissão otoacústica. O teste será repetido mais uma vez.



