O assunto da compra de um terreno localizado no Bairro Imigrantes, por parte da Prefeitura de Guabiruba, foi o tema central das discussões ocorridas na noite desta terça-feira (16), em mais uma sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Guabiruba. O terreno foi alvo de denúncias por conta de várias possíveis irregularidades no seu processo de compra, que serão investigadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
O assunto veio à tona no plenário após reportagem veiculada no jornal O Município Dia a Dia. O vereador de oposição, Jaime Luiz Nuss (PMDB), no uso da palavra livre, explanou que, além dos crimes ambientais, uma possível supervalorização do terreno, no percentual de 750%, aliado ao fato de que o local pertenceria a familiares de lideranças partidárias pepistas, tornaram o negócio suspeito.
“Esse terreno em março valia R$ 300 mil e em novembro do mesmo ano (2012) valia R$ 1,5 milhão para a prefeitura. A outra situação é a parte ambiental. Este terreno possuía nascentes, inclusive tenho uma foto que mostra uma retro escavadeira totalmente atolada, sendo puxada por outra”, afirmou Nuss, em entrevista a Rádio Cidade. Ele ainda afirmou que em nenhum lugar do Brasil é possível verificar tal valorização imobiliária.
Cristiano Kormann (PP) também foi ouvido pela nossa reportagem. Como já era de se esperar, já que é líder do governo na câmara, destacou que a Prefeitura de Guabiruba foi corajosa ao fechar o negócio e que a valorização imobiliária cresce ao mesmo ritmo do município. “Esse é realmente um valor muito bom. É um terreno de R$ 1,5 milhão, mas numa metragem muito grande. Em relação às denúncias de crime ambiental, se tivessem sido cometidos, os órgãos estaduais teriam intervindo na obra de terraplanagem”, avalia.
Durante a sessão, Haliton Kormann (PMDB) chegou a solicitar que representantes da secretaria de Meio Ambiente se fizessem presentes na câmara para prestarem esclarecimentos sobre a não intervenção na obra de terraplanagem, já que no local haveriam nascentes de água, o que impossibilitaria tais serviços. A investigação terá prosseguimento e os vereadores se colocaram a disposição do MPSC para eventuais esclarecimentos.




