Entidades hospitalares privadas e filantrópicas lançaram uma carta aberta com uma série de reivindicações para o setor. Estas unidades são responsáveis por 81% dos atendimentos através do Sistema Único de Saúde (SUS) em Santa Catarina.
No dia 25 de setembro, está programado para acontecer no estado um manifesto destas unidades. A promessa é de paralisação ou dificultar atendimento em algumas áreas. Neste dia, os funcionários irão trabalhar com roupa de cor preta e suspenderão os atendimentos eletivos. O objetivo da paralisação seria chamar a atenção do governo e da sociedade para a situação do setor.
De acordo com o presidente das Federações das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, Hilário Dalmann, no dia 25 a orientação é para que as instituições atendam apenas os casos de emergência e urgência. Ainda de acordo com Dalmann, a manifestação será em todo país. O motivo é reafirmar o que já foi amplamente divulgado em todo país, e que ainda não houve qualquer ação para resolver o problema sobre as dívidas dos hospitais. Dos 167 hospitais existentes no estado, 40 se encontram com dívidas que superam o valor de R$140 milhões desde o ano de 2013 e, em âmbito de Brasil, este valor já chega a R$ 17 bilhões.
A Federação entende que é necessário haver uma reavaliação na planilha de custos do SUS. A secretária de estado da Saúde, Tânia Eberhardt, reconhece que o valor pago de R$ 150 para cada cirurgia eletiva realizada esteja defasado, mas é preciso também que os próprios hospitais apresentem soluções, não basta apenas solicitar o reajuste da tabela. Segundo ela, é preciso ser feito uma análise criteriosa para identificar quais são as viáveis. Tania enfatiza que, até o momento, nem a Federação, muito menos os hospitais, apresentaram projetos que apontem para uma solução, o que apenas solicitam é que seja reajustada a tabela, mas não de que forma isto deve ocorrer.
A tabela do SUS praticada nos hospitais não é reajustada desde o ano de 2008. Em Brusque, até o momento, não há qualquer informação de que os hospitais irão aderir à mobilização nacional.




