No mês de julho deste ano, o hospital de Azambuja deu início a uma campanha de pedido de doações a serem arrecadadas nas faturas de energia elétrica. Ligações são feitas às pessoas através de um banco de dados com telefones, solicitando o apoio. Desde então, em torno de R$ 25 mil já foram arrecadados.
A informação foi repassada à Rádio Cidade pelo administrador do hospital, Evandro Roza. Diariamente, três atendentes de telemarketing de uma empresa situada em Joinville fazem os contatos. Além disso, o próprio hospital possui um sistema de telefone que faz o serviço e serve para que as pessoas entrem em contato para doar. O número é o 08006065665.
A parceria entre o hospital e a Celesc segue modelo de outros hospitais do estado. O sistema registra toda ligação, gerando um relatório para a administração do Azambuja. Ao mesmo tempo, o contato busca saber o índice de satisfação do usuário.
“O hospital é muito bem visto pela comunidade. Toda doação que vem já ajuda”, frisa Roza.
O dinheiro busca fazer frente aos gastos que o hospital possui para se manter aberto. Além das doações e auxílio de empresários, o repasse da Prefeitura de Brusque na casa de R$ 550 mil e o atendimento via planos privados e particulares, o montante não é o suficiente para que as contas fechem positivas, afirma o administrador. O déficit mensal fica na casa dos R$ 150 mil. Somente com custo de energia elétrica, o hospital arca, todo mês, com valor na casa dos R$ 60 mil.
Enquanto luta para manter essa arrecadação, a unidade atua no sentido de ampliar a entrada de recursos. Inclusive com valores devidos pelo governo do estado. Estes são referentes a atendimentos de internação, através das AIHs (Autorização de Internação Hospitalar). A dívida do governo do estado com o Azambuja é de mais de R$ 2 milhões, afirma Roza.
“Em julho, estive no governo e recebi, na época, resposta sobre o passivo com o hospital. Cerca de um mês depois, o estado encaminhou comunicado, avisando que, dele, compete R$ 1,5 milhão, das internações, e R$ 500 mil é a parte de pronto socorro e ambulatorial, que seria do município. Ficamos na expectativa de que esse dinheiro venha, para trabalharmos no dia a dia e investir na instituição”, prossegue o administrador, afirmando que a maior fatia do dinheiro que entra é usada para custeio.
Um recurso destinado pela justiça da comarca vai permitir investimento na compra de camas e outros itens. O montante é de R$ 64.000, oriundo de ações judiciais.
Paralelo a isso tudo, a direção segue nas conversas com municípios da região para obter apoio, já que pessoas dessas cidades também são atendidas no hospital. Segundo Evandro Roza, com Botuverá o diálogo está muito distante. Guabiruba vem demonstrando sinalização mais positiva.


