A Prefeitura de Brusque gasta entre R$ 300 mil e R$ 400 mil por ano com reembolso de medicamentos comprados em farmácias e estabelecimentos privados aos servidores públicos municipais. Boa parte deles consta na lista de remédios fornecida pela Farmácia Básica via Sistema único de Saúde (SUS). Há informação de que um único servidor teria reembolsado algo próximo de R$ 200 mil.
As informações foram ditas à Rádio Cidade pelo secretário de Governo da Prefeitura, Willian Molina. Segundo ele, a intenção é acabar com essa situação ante que as contas do município sejam prejudicadas com gastos desnecessários. Por exemplo, se a Prefeitura reembolsa determinado medicamento que já consta na lista do SUS, ela está pagando duas vezes: uma pelo remédio e outra no reembolso ao servidor.
“Ninguém está querendo ou vai mexer em direito de servidor. O que o governo quer é resolver uma situação que se criou antes que a sociedade passe a enxergar isso como mais um privilégio”, destacou ele.
Sobre o servidor que teria reembolsado algo na casa dos R$ 200 mil, Molina não deu mais detalhes. Apenas afirmou que o assunto está sendo apurado internamente.
A situação toda teria sido desencadeada a partir de uma denúncia vinda do Instituto Brusquense de Previdência (IBPREV). Por conta disso, a Prefeitura elaborou um projeto de lei alterando a forma de conceder reembolsos dos gasto com medicamentos. A proposta foi encaminhada à Câmara de Vereadores, aprovada na primeira discussão, mas adiada mais de uma vez antes de ser votada em sua análise.




