Quarto colocado na eleição para prefeito de Brusque com 6.167 votos, o correspondente a 9,91% dos votos válidos na cidade, o candidato Gustavo Halfpap, do Partido dos Trabalhadores (PT) esteve na Rádio Cidade para avaliar o resultado do pleito. A conversa faz parte da avaliação de todos os candidatos a prefeito da cidade durante o programa Rádio Revista Cidade.
Sobre a votação conquistada nas urnas no dia 2 de outubro, Gustavo fez uma análise sobre separar as situações, já que o número de votos na coligação “Brusque em primeiro lugar” foi em reconhecimento à administração feita por Paulo Eccel durante seis anos.
Porém, apesar da boa recepção da população, principalmente reconhecendo a gestão que o partido teve, existiu uma dificuldade em votar no PT, por conta das informações divulgadas nacionalmente, o que manchou a imagem do partido. Mas apesar de tudo que jogava contra a candidatura do partido em Brusque, ele acredita que a votação foi boa.
Sobre a mudança da estratégia de marketing da campanha, Gustavo avalia que de forma alguma a intenção foi de ocultar o partido, sem renegar a legenda. Durante a campanha, os símbolos do PT, como a estrela, além da cor vermelha pouco apareceram, situações substituídas pelas cores da cidade.
A eleição de Dr. Jonas para Gustavo foi surpreendente, pelo nome, já que em sua visão é a eleição de Ciro Roza, com a continuidade de um projeto que existia antes da gestão do PT. Gustavo admitiu acreditar que a impugnação da candidatura de Ciro Roza, buscada judicialmente e que depois virou renúncia do candidato, se refletiria nas urnas.
Com apenas um vereador eleito dentro da coligação, Gustavo acredita que o grande número de candidatos prejudicou não só o PT, mas como praticamente todas as coligações. Com Tuta na Câmara de Vereadores, Gustavo afirma que o partido terá postura crítica à administração comandada por Dr. Jonas. Apesar de não ter o mesmo estilo de vereadores como Valmir Ludvig e Marli Leandro, Gustavo acredita que a experiência de Tuta na Câmara ajudará no trabalho.
Sobre o seu futuro como político, Gustavo afirmou não querer participar das eleições em 2018, mas aconselhou as pessoas a buscarem espaço na política, buscando participar de partidos, movimentos, dentro da sua comunidade. Para o futuro, ele quer participar novamente do poder executivo, sem a pretensão de candidatura, mas deseja a chegada de novos nomes na política brusquense.



