Em pouco mais de um ano e meio, eles passaram de aliados políticos a adversários ferrenhos. Jean Pirola (PP) e Roberto Pedro Prudêncio Neto (PSD) trabalharam juntos para eleger o segundo presidente da Câmara e o primeiro como vice no final de 2014. Hoje, trocam farpas e acusações.
O mais novo capítulo veio a público na sessão desta terça-feira (11) da Câmara Municipal. Na tribuna, Pirola falou sobre novo processo impetrado, desta vez na Justiça Eleitoral, contra ele e os demais membros da mesa diretora (Moacir Giraldi e André Rezini) ainda sobre o processo de eleição indireta que conduziu Bóca Cunha à Prefeitura no mês de junho deste ano. O processo teve como autor a coligação PROS/PSD, que teve como candidatos a prefeito e vice na eleição deste ano Jadir Pedrini e Roberto Prudêncio.
“Pela sexta vez um processo com o mesmo teor, desta vem em outra instância. Um pedido de investigação eleitoral. Isso nos chama muito atenção, porque agora envolveram outras pessoas”, pontuou Pirola.
As pessoas que ele se refere são Bóca Cunha e Ademar Sapelli, além de Jones Bósio e Moacir Giraldi, todos candidatos a prefeito e vice no pleito de 2 de outubro. No processo, a coligação pede que Pirola e Giraldi sejam considerados inelegíveis. O motivo, avalia Pirola, são as derrotas seguidas de Prudêncio e de seu grupo nas eleições indireta, em junho, e direta, de outubro.
“É aquela tentativa desesperada de se ganhar no tapetão, quando a população escolhe de outra maneira e com voto direto. Foram duas eleições, duas derrotas e vemos que os derrotados tentam buscar a vitória através do tapetão”, prossegue ele.
Por outro lado, Roberto Prudêncio afirma que houve irregularidade no processos e esse é o único motivo da nova investida no Judiciário. “Não foi para vencer ou entrar no tapetão. Foi para responsabilizar a pessoa que assinou, que na época era o Jean Pirola o presidente da Câmara”, disse ele à Rádio Cidade.
A ação foi protocolada no dia 26 de setembro na Justiça Eleitoral. Prudêncio Neto responsabiliza diretamente Pirola pelo processo de judicialização que vem tomando conta da cidade no campo político desde então.
“Foi utilizado todo um sistema, visualizando uma eleição agora em outubro para quatro anos, o que não deu certo, foi infrutífera. Portanto, as responsabilidades têm que ser assumidas”, frisou ele.
Ainda na sessão, Ivan Martins (PSD), que presidente atualmente a legenda no município, deixou claro a divergência que há entre alas dentro do próprio partido ao afirmar que o PSD não é totalmente conivente com o caso. Reforçou o que disseram na sessão anterior Dejair Machado, que condenou ação semelhante impetrada por membros da coligação contra a candidatura de Jonas Oscar Paegle. Situação que explicita a divisão do PSD em duas alas: uma liderada por Prudêncio e outra em que estão membros como Martins e Dejair.




