“O que me entristece é que ele era um rapaz cheio de sonhos"

Um rapaz cheio de sonhos, que mudou de atividade profissional para buscar um ganho maior e melhorar de vida. Assim era conhecido o motoby Divaldo Oliveira, 28 anos de idade, que morreu ao ser atropelado por um veículo no último sábado (5) em Brusque. Ela estava desempenhando a atividade fazia pouco tempo.
Colega de trabalho de Divaldo, o também motoboy Mikael Meurer foi quem o indicou para trabalhar na função de entregador. Até então, os dois integravam a equipe de um estabelecimento comercial, onde Divaldo era garçom.
“Ele perguntava para gente como era trabalhar de motoboy. Falávamos que motoboy ganhava um pouco mais, mas tinha todos os riscos”, relata Mikael.
Divaldo estudava e, além de garçom, desempenhava outra atividade extra no ramo da tecnologia. Fazia apenas duas semanas que estava trabalhando como entregador.
“O que me entristece é que ela era um rapaz cheio de sonhos. Ele passava pra nós que queria ganhar um pouco mais como motoboy e estudar”, frisa ele.
Os sonhos de Divaldo foram encerrados de maneira brutal naquela noite sábado. Ele trafegava pela rua Maximiliano Furbringer, altura do bairro Jardim Maluche, quando o pneu da moto acertou um dos tachões que separa as pistas. O motoboy se desequilibrou e caiu. Um colega que seguia logo atrás parou para ajuda-lo. Na esperança de sinalizar o local e evitar uma tragédia, deixou sua moto atravessada na rua. Mas não adiantou.
Um veículo Gol surgiu de repente. Estava em alta velocidade. O motorista, embriagado, conforme apurou a polícia depois, atingiu Divaldo, que já estava caído. Ele foi levado ainda com vida ao pronto socorro do hospital de Azambuja, mas morreu antes mesmo de ser atendido pela equipe médica.
“Poderia ser eu, um outro colega, um familiar nosso. Ficamos muito revoltados”, comenta outro motoboy, Israel Grimm.
O motorista do Gol foi preso em flagrante por digir embriagado. Ele foi levado pela Polícia Militar para a Unidade Prisional Avançada (UPA).



