Uma mulher de 36 anos de idade vive um inferno permanente por causa de seu ex-marido. Separada há dois anos do pai de seus três filhos, um homem de 37 anos, continua sendo vítima de muita violência doméstica e nem mesmo uma medida protetiva, concedida pela Justiça, tem lhe assegurado a paz.
Nesta sexta-feira (5) a rotina das agressões foi quebrada após o ex-marido retornar a casa da ex-companheira e ameaçar a mesma com uma tesoura. Por volta das 21h30 a Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência no bairro Poço Fundo, mas quando a guarnição chegou ao local o agressor já tinha ido embora.
Bastou a PM se afastar e pouco tempo depois o homem retornou para infernizar a família com mais violência. Os vizinhos da vítima se revoltaram e decidiram agir. Alguns queriam linchar o agressor, mas foi a vítima que se apossou de uma mão de pilão e desferiu um golpe na cabeça do ex-marido, causando um ferimento lacerante e forte hemorragia.
A Polícia Militar voltou à residência e prendeu o ex-marido que, antes de ser levado para a delegacia, precisou passar pelo Hospital de Azambuja onde levou mais de dez pontos no corte causado pela paulada na cabeça. Vários vizinhos também foram à DP com o intuito de testemunhar a favor da mulher.
Por volta das 4h deste sábado (6) o delegado plantonista Vinicius Benedet Brandão autuou o ex-marido valentão em flagrante, cumprindo ainda a medida protetiva que ele ignorou. Para complicar ainda mais a situação do agressor, que já possui vários boletins de agressões e ameaças, ele está há três meses sem pagar a pensão alimentícia e deve ser encaminhado para a Unidade Prisional Avançada (UPA) nas próximas horas, onde ficará à disposição da Justiça.
Histórico de violência
Em conversa com a reportagem da Rádio Cidade, a vítima relatou que foi casada com o agressor por 14 anos e sempre conviveu com ameaças e agressões. Ela teve três filhos com ele, hoje com idades de 15, 12 e 10 anos de idade. Há dois anos conseguiu a separação. Desde o mês de maio deste ano ela conseguiu a medida protetiva, mas isso não mudou a rotina das agressões.
O pai das crianças não é presente e raramente fica com os filhos. Os dois mais velhos já não querem mais passar com o pai, por conta de agressões que sofrem também. Nesta sexta-feira ele levou sem consentimento da mãe a filha mais nova, de 10 anos, agindo também de forma agressiva. “Temo que a prisão dele hoje não impeça que ele volte a me procurar, quando for colocado em liberdade”, disse a mulher, temendo que o pior possa acontecer.



