Retorno das aulas presenciais ainda é muito incerto, diz secretária

O setor de educação municipal de Brusque aguarda novas orientações do governo do estado para retornar com as aulas presenciais. O Decreto que suspende as mesmas expira no dia 12 de outubro.
A secretária municipal da Educação, Eliani Aparecida Busnardo Buemo, disse que foi formada uma Comissão Intersetorial para discutir os protocolos para isso na cidade. O trabalho consiste em elaborar um plano para a educação infantil e fundamental, e que será apresentado às autoridades sanitárias.
“Conversamos sobre essas diretrizes que estão sendo apresentadas. Fizemos antecipadamente a entrega dessas diretrizes para que pudessem avaliar. Vamos ver se de fato tudo aquilo que está ali contempla”, destaca ela.
Entre as medidas estão o retorno de 30% dos alunos, começando pelos com mais idade, rodízio de estudantes a cada duas semanas, bem como aferição da temperatura na entrada das escolas, entre outras.
Além disso tudo, a secretária lembra que será preciso fazer levantamento acerca das pessoas na família das crianças que estão dento de grupos de risco de contágio da Covid-19 ou são portadoras de problemas de saúde.
Outro item importante é a questão pedagógica. A dúvida será sobre como trabalhar com o rodizio de alunos, ou seja, um período na escola e outro com aulas online.
“Temos que dar conta por meio da avaliação diagnosticar o quanto esse aluno aprendeu nesse período. Porque é direito dele aprender”, destaca ela.
Para ela, embora haja um percentual significativo de famílias que são contra a retomada das aulas presenciais, os gestores têm a obrigação de pensar na possibilidade de isso ocorrer.
Uma pesquisa feita junto aos familiares em julho, 70% não quer o retorno das aulas presenciais. O mesmo se repete com os profissionais da educação.
“Vai ser obrigado a voltar aquele pai que não quer? Não sei. Nesse momento, de fato, eu não sei. Tenho visto algumas redes que colocam dentro das diretrizes o primeiro item os pais tendo que se responsabilizar pela volta. Eu não tenho ainda certa que essa seja uma medida legalmente possível. Há ainda uma incerteza porque as coisas estão se construindo”, afirma.



