Terreno teria sido desapropriado

O terreno adquirido pela Prefeitura para a construção da Vila Olímpica de Brusque não foi adquirido de forma amigável e, sim, desapropriado pela Prefeitura. O contrário do que anunciara o prefeito Paulo Eccel. Palavras do vereador Ivan Martins (PSD), durante a sessão desta terça-feira (5) da Câmara Municipal de Brusque.
Ivan disse que durante o recesso parlamentar esteve quase que diariamente na Câmara acompanhando os trabalhos e projetos que entram na casa. Situação em que usou o tempo para avaliar a negociação do terreno. Disse que a Prefeitura não comprou o imóvel, conforme anunciou, mas que entrou com processo de desapropriação do terreno.
O interesse de comprar era só da Prefeitura. Não havia interesse da Souza Cruz em vender, disse em relação ao assunto. Outro ponto citado por ele foi o decreto de desapropriação do imóvel. O mesmo não possui, segundo Martins, avaliação do setor responsável por esta etapa, a comissão de avaliação do município, conforme determina os aspectos legais.
Citou decreto do prefeito Paulo Eccel ainda de 2013 e que criava a tal comissão. Afirmou não constar no decreto de desapropriação do terreno da Vila Olímpica tal avaliação e que Eccel não estaria cumprindo uma decisão dele próprio. Realmente, o Executivo mais uma vez cometeu uma falha muito grande e tem que na verdade ser corrigida. E temos que ter conhecimento disso. Não só a Câmara, mas a população toda.
Em seguida, o pessedista afirmou que a Prefeitura não tem mais a posse do imóvel. Segundo ele, Eccel teria feito proposta de compra do imóvel e que a empresa ficou de dar resposta sobre o assunto. Antes mesmo disso a Prefeitura emitiu o decreto. A Souza Cruz entrou com recurso no TJSC e o Tribunal anulou decisão judicial local que concedia direito de desapropriação do terreno.
Valmir Ludvig (PT), líder da maioria no Legislativo, disse que tem interesse público na desapropriação do imóvel, o que justificaria a atitude do Executivo. Se não se tem coragem pra fazer não acontece. Na usina (de asfalto) tinha um monte de questões jurídicas. Se não fosse lá inaugurar e forçar de certa forma a coisa não estaria funcionando hoje. No final da história vai ter que se reconhecer o interesse público que tem, frisou.
Para o petista, a oposição quer apenas fazer barulho com o assunto. O vereador gosta de coisa requentada. a oposição não tem projeto para apresentar á população e faz isso, soltou o petista.


