Assassina premeditou crime durante dois meses, diz polícia

A frieza da assassina da professora Flavia Godinho Mafra (24), em Canelinha, chamou atenção a polícia durante o depoimento dela na manhã desta sexta-feira (28). O delegado Paulo Fresleyben, que a ouviu, conseguiu extrair que o crime estava premeditado há, pelo menos, dois meses.
“Ela criou uma narrativa muito fraca, a qual sendo confrontada com os fatos seria derrubada. Conseguimos fazer a ligação de que a última pessoa com que a vítima teve contato foi com a autora”, disse o delegado.
A polícia apurou que a autora, que não teve o nome revelado, decidiu quem seria a vítima pela proximidade que tinham. Eram amigas de longa data. Tanto que Flavia confiou em ir até uma cerãmica abandonada na região do bairro Galera, onde foi morta de maneira brutal a golpes de tijolos na cabeça.
O casal preso não tem passagem pela polícia, embora, segundo o delegado, haja algumas situações registradas por ameaça e agressão. Os dois serão autuados em flagrante por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e lesão corporal gravíssima na criança.
A polícia vai continuar as investigações para verificar se houve a participação de outras pessoas no crime.
A Rádio Cidade esteve presente na coletiva de imprensa em Tijucas esta tarde. Nela, a Freylesben e o capitão da PM Marcio Favoretto, acompanhados de outros membros das duas polícias, relataram todos o detalhes de como o crime foi executado, bem como a localização o corpo e as prisões dos responsáveis.



