Coleta de lixo ganha novo impasse
O impasse entre a prefeitura guabirubense e a empresa Recicle, em relação à definição de um valor para a taxa de coleta de lixo, foi sanado no fim de abril. Todavia, um novo desconforto surgiu na relação entre a empresa, o poder Executivo e a população.
Como no ano passado a prefeitura e empresa não entraram em um acordo para definir o valor da taxa, a Recicle suspendeu os trabalhos por alguns meses, deixando as coleta por conta do Executivo. No entanto, devido a uma questão contratual, no mês passado a empresa retomou o serviço.
A gerente da Recicle, Sulamita Lemus, discorda que o serviço tenha sido paralisado e acredita que as taxas que estão sendo cobradas são devidas. Segundo ela, ocorreu um problema de comunicação entre o Poder Executivo e a empresa, para saber quem faria o recolhimento do lixo.
“Em nenhum momento tivemos nosso trabalho paralisado e as taxas são devidas. Os moradores que não pagaram estamos cobrando as parcelas atrasadas a partir desse mês e do final do mês passado”, explica.
De acordo com Sulamita, os valores estão sendo cobrados porque a empresa não deixou de realizar o serviço, mesmo quando a prefeitura ficou responsável por fazê-lo.
“Houve um momento em que a prefeitura colocou um caminhão, mas também não fazia a coleta (...) e nós tínhamos que fazer a coleta de qualquer forma. A prefeitura não nos informou sobre a existência desse caminhão. Nós que vimos e levamos isso ao conhecimento do juizado, e foi onde ele tomou a providência para que a prefeitura tirasse o caminhão”, defende.
Após o acordo firmado com a prefeitura, que estabeleceu o valor da taxa em R$ 15, a empresa está exigindo da população guabirubense o pagamento das prestações atrasadas. Mas, segundo moradores, a empresa quer cobrar por coletas que não foram realizadas.
“Eu não paguei as faturas quando eles (Recicle) cortaram do carnê de energia, porque eles falaram que não cobrariam mais o lixo e, também, os próprios garis falaram que seria o último dia de coleta de lixo em Guabiruba. Quando a Recicle voltou a realizar os serviços, fui até a empresa e falaram que eu tinha um atrasado de mais de R$180 do ano passado. Não podem me cobrar esse atrasado se não fizeram a coleta. Teve vezes que passava uma vez por mês, duas vezes por mês. Estou de acordo de pagar tudo certinho, mas eu pago conforme eles recolheram o lixo. Se eles passaram uma vez por mês, vou pagar uma vêz por mês”, desabafa o morador da rua Alsácia, Valentim. Odecker
Sulaminta diz que o serviço de coleta foi realizado conforme descreve o contrato firmado entre a empresa e a prefeitura. “Onde eram três vezes por semana passávamos as três vezes por semana, onde eram duas vezes, passávamos as duas vezes, conforme prescreve o contrato. Os serviços não foram paralisados em nenhum momento. Se houve alguma eventualidade de um dia ou outro o caminhão não tenha passado, foi por alguma intempérie, como no caso de chuvas, pode ter havido de não ter passado em algum momento, mas é um caso isolado. Em nenhum momento a Recicle deixou de passar”, diz.
A Rádio Cidade tentou contato com o setor jurídico da prefeitura de Guabiruba para obter outros detalhes, mas não obteve resposta.



