É falso que hospitais e cidades recebem por morte informada de Covid-19

Uma falsa informação tem sido disseminada principalmente nas redes sociais a respeito de valores pagos para cada paciente que falecem hospitais vítima de Covid-19. As unidades e municípios receberiam valores do governo federal e por isso atestariam que as mortes teriam sido em decorrência da doença. Não é verdade.
“Não existe isso. Sabemos que tem situações de pessoas que perdem alguém, um ente querido, e isso causa revolta. Não tem nada. Nunca houve essa situação de pagamento”, explica a secretária de Saúde de Botuverá e coordenadora da Comissão Intergestores Regional (CIR) da Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (Ammvi), Marcia Adriana Cansian.
Segundo ela, o que houve em relação a hospitais e municípios foi o pagamento adiantado de valores para que os mesmos pudessem de adequar com profissionais e equipamentos. O Ministério da Saúde paga R$ 1,6 mil para leitos Covid-19. Valor muito distante do que custa a manutenção do espaço.
“Um leito de UTI custa muito mais que isso. Os gestores dos hospitais têm bancado isso. Quando se disse que os hospitais iriam receber os recursos adiantados dos leitos de UTI, cada um fala o que vem na cabeça. É um momento eleitoral e sabemos que essas coisas acabam sendo distorcidas. Mas nunca houve essa fala e nunca houve esse tipo de pagamento”, reforça Marcia.
Situação regional
Segundo Marcia, a pandemia e o crescente número de internações e mortes em função da Covid-19 vem preocupando os gestores das cidades. Semanalmente são realizadas reuniões entre os membros para discutir a evolução do quadro. Ao mesmo tempo em que há um número crescente de internações, há elevação no caso de recuperados.
Marcia chama atenção para a ocupação de 100% de leitos de UTI nestas cidades. Somente ontem, o quadro apontava que 17.992 pessoas contabilizadas com Covid-19 nas cidades que integram a Ammvi.
“Quase 18 mil pacientes confirmados nos 14 municípios e, destes, 149 mortes. Importante sempre fazermos uma análise semanal, o crescimento de uma semana para outra. Da semana passada para a anterior tivemos um número menor de novos casos, mas tivemos um número acelerado no de óbitos”, destaca ela.



