Secretaria emite nota sobre entrevista do secretário à Rádio Cidade

Em nota enviada à Rádio Cidade, a Secretaria de Estado da Educação rebate o teor da entrevista concedida pelo secretário Natalino Unggioni na última quinta-feira (30), quando o mesmo falou sobre as tratativas para retorno das aulas presenciais na rede estadual.
O teor da entrevista repercutiu em todo o estado e pode ser conferido aqui e o vídeo ao final.
Veja, a seguir, a nota da SED:
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DE SANTA CATARINA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO - ASCOM NOTA DE ESCLARECIMENTO DA SED À RÁDIO CIDADE E AO CIDADÃO
Com o intuito de reduzir o efeito desorientador, contramão do papel do jornalismo cidadão, e de retificar contradições existentes na edição de texto da publicação “Não há opção de não mandar o filho para a escola, diz secretário”, que é um recorte da entrevista concedida à Rádio Cidade pelo Secretário de Estado Natalino Uggioni, na última quinta-feira, 30 a SED esclarece que:
1) Não há prazo para a retomada das aulas presenciais no sistema de Ensino de SC, tão somente uma suspensão que, no presente momento, vai até 7/9.
2) O conjunto de Diretrizes de retomada de aulas presenciais, tratado no texto como se fosse um conjunto de medidas para este momento da pandemia, trata-se de um documento de planejamento para médio e longo prazo, elaborado nos últimos 60 dias, pelo grupo formado por 15 (QUINZE) entidades ligadas à Educação no Estado de SC, incluindo a SED.
3) Assinam o documento, além da SED, entidades como Assembleia Legislativa (ALESC), Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Tribunal de Contas do Estado (TCE-SC), Federação Catarinense de Municípios (FECAM), União dos dirigentes municipais em Educação (UNDIME-SC), Federações e Sindicatos de trabalhadores em Educação (SINTE, FETEESC, FETRAM).
4) A retomada de aulas presenciais não está em fase de operação, e nem mesmo a iniciará com exigência de 100% dos alunos em classe, como sugere o recorte feito à fala do secretário que intitula o presente texto. A retomada será feita, quando possível, em modalidade híbrida, envolvendo instrumentos como escalas e intercalação de atividades presenciais e não presenciais, conforme o explicado pelo próprio secretário.
5) Os protocolos de retorno que partirão dessas diretrizes ainda serão elaborados pelas redes de ensino, após etapas futuras de instrução e capacitação, considerando a autonomia dos municípios e das demais redes de Ensino.
6) O texto da publicação alerta para "mais de seis meses de paralisação". A SED corrige a afirmação. Na rede estadual de Ensino, as atividades não presenciais estão ocorrendo, com professores em formação, atividade e o controle, aluno por aluno, desde o dia 6 de abril de 2020. Não há, portanto, paralisação.
7) Mensurar ou comparar "prejuízos" com o calendário escolar "estipulado no começo do ano" em relação à realidade atual mostra-se outro equívoco, uma vez que a rede de Educação tem utilizado de todos os meios possíveis e acessíveis para o atendimento dos estudantes. São 26 mil professores ativos e mais de 500 mil alunos realizando atividades e mantendo remotamente o vínculo possível e não presencial em um cenário de pandemia.
8) Por fim, a SED esclarece que, para que as escolas possam receber os alunos com segurança, quando houver condições do retorno, faz-se necessária uma complexa logística de aquisição e entrega de equipamentos de segurança, além de capacitações dos servidores para que as informações cheguem às escolas. É papel do Estado se antecipar, planejar e prover estes recursos para quando for o momento.
Florianópolis, 31 de julho de 2020
VEJA O VÍDEO DA ENTREVISTA



