Não há opção de não querer mandar filho para a escola, diz secretário

O secretário de Estado da Educação de Santa Catarina, Natalino Uggioni, afirma que não será opcional aos pais ou responsáveis mandar os filhos para a escola com o retorno das aulas presenciais nas escolas da rede estadual. Exceto naqueles casos em que houver algum risco, de fato, como crianças e pessoas que apresentem problemas de saúde, as chamadas comorbidades. A colocação foi feita nesta quinta-feira (30) ao programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade, do qual foi entrevistado.
O tema da entrevista foi o protocolo de retorno das aulas presenciais apresentado esta semana pelo Comitê que avalia a situação a pandemia na educação.
“No conjunto geral, aqueles que não tiverem impedimento, que podem retornar e não quiserem, vai ter que haver conversas, acionar o Conselho Tutelar. Por que não retornar? Todos os demais já estarão participando e quando encerrarmos as atividades não presenciais é necessário que todos o estudantes estejam na escola”, destacou ele.
Sobre crianças nestas condições, com problemas de saúde, Uggioni afirma que, inicialmente, está se contando com a auto declaração dos responsáveis sobre isso. Os alunos com necessidades especiais terão tratamento especifico, com conversa entre pais e escolas. As diretrizes apresentadas esta semana já tratam disso.
“Os alunos que não puderem retornar e pertencerem ao grupo de risco continuarão com aulas não presenciais até se ter condições. A intenção é voltar totalmente até o fim deste ano. Queremos trabalhar com total segurança”, pontuou.
O retorno
Segundo ele, o retorno às atividades presenciais se dará de forma gradativa, de maneira híbrida. Ou seja, os que tiveram maior dificuldade com as aulas à distância serão os primeiros, aqueles com idades acima dos 14 anos ou mais. A cada semana retorna um grupo. Os que estão indo bem no conjunto não presencial voltarão depois.
“Com esse retorno, como está escalonado, teríamos essa segurança. O distanciamento nas salas de aula, com menor número de alunos vamos conseguindo isso”.
Uggioni frisa que não haverá prejuízo com o calendário escolar estipulado no começo do ano, apesar da paralisação de mais de seis meses. Isso porque, além do recesso escolar do meio do ano ter sido antecipado, as atividades executadas por alunos e educadores têm cumprido com a grade. Os professores, inclusive, receberam uma semana de folga este mês para poder descansar.
O secretário de estado da Educação reforça que todas as medidas de segurança contra a Covid-19 estão sendo levadas em conta. A própria data da retomada, indefinida, é um exemplo claro disso.
“Por isso que até agora não voltamos. Tivemos muitas pressões de diversos setores para que já tivéssemos voltado”, finaliza.


