Júri condena Cristoffer Hoppen Schenkel
Cristoffer Hopen Schenkel foi condenado, em júri popular que ocorreu no Fórum da Comarca nesta quinta-feira (26), a 9 anos, sete meses e seis dias de prisão em regime fechado por tentativa de homicídio contra Valdir Fachi, Jocemar Sophiatti e Gilson Rodrigues de Oliveira .A sentença foi pronunciada à tarde pelo juiz da vara criminal, Edemar Leopoldo Schlösser. Cristoffer está foragido.
O crime ocorreu no dia 11 de abril de 2010, quando o acusado estava bebendo com a esposa, Patricia Borges, por volta das 3h30min, no Auto Posto São Lucas, que fica às margens da rodovia Antonio Heil. Num determinado momento, Cristoffer começou a discutir com Jocemar Sophiatti e com um frentista do posto. Após isso, ele embarcou no veículo, um BMW, para ir em casa, e disse que "iria voltar", segundo relataram testemunhas do fato na ocasião.
Ele teria cumprido a promessa e retornado ao local armado, ocasião em que saiu do carro, agarrou o segurança do posto, Gilson Rodrigues de Oliveira, mandou que ele não corresse ou o mataria. Depois disso, Cristoffer teria entrado na loja de conveniência e começou a atirar, atingindo Jucemar na perna direita. Em seguida, teria dado uma coronhada em Gilson e, posteriormente, atingido-o com um tiro nas costas.
Após o ato, Cristoffer teria saído em direção ao carro. Antes de fugir, segundo consta nos autos, ele também atirou no proprietário do posto, Valdir Fachi, ferido na perna direita. Depois do crime, Cristoffer Hopen Shenkel fugiu, não sendo capturado pela polícia.
Não foi concedido ao acusado o direito de recorrer em liberdade, sendo decretada sua preventiva. De acordo com a sentença "em liberdade colocará em risco a aplicação da lei penal, uma vez que após ser posto em liberdade quando da prolação da sentença de pronúncia, alterou seu endereço, passando a residir em local desconhecido, evadindo-se do distrito da culpa, motivo pelo qual solto poderá frustrar a execução penal". S
Ainda de acordo com a decisão, "sua custódia preventiva também se apresenta necessária para a garantia da ordem pública, posto que, em liberdade, poderá voltar a delinquir, o que já ocorreu após sua colocação em liberdade, quando se envolveu com nova tentativa de homicídio contra a vítima Phillipe Schaadt Brehm, conforme documentos acostados ao autos".


