A noite de terça-feira (9) marcou a sessão da Câmara de Vereadores de Guabiruba com reclamações acerca dos serviços oferecidos pelos Correios, o número de candidatos divulgados nas convenções partidárias ocorridas, na maioria das vezes, na última semana, além de outros assuntos.
O primeiro a se pronunciar foi Waldemiro Dalbosco (PP), que sugeriu à presidência uma moção de pesar para familiares de Érico Kohler, o pai do prefeito Matias Kohler e um dos sócios-fundadores da empresa Kohler Tinturaria e Estamparia, que faleceu nos últimos dias. Além disso, já em outro tema, o vereador criticou a obrigatoriedade de certa porcentagem nos partidos em terem mulheres como candidatas. “Não que as mulheres não mereçam isso, é óbvio, sempre se prezou e buscou isso. Mas a mulher tem que participar por gostar e por querer”, explica.
Em seguida, Felipe Eilert dos Santos (PT), presidente da Casa, reforçou as indicações feitas na pauta da sessão, uma delas para a campanha de castração que, na visão dele, deve ser realizada na cidade. “Eu conversei com alguns voluntários [da PATA] que relataram as dificuldades, cada vez maiores, que eles encontram pelos crescentes casos de abandonos em nosso município”, relata. Santos levou aos vereadores o problema que os guabirubenses têm enfrentado quanto aos serviços dos Correios.
O terceiro a subir na tribuna foi Jaime Luiz Nuss (PMDB), que também falou sobre as suas indicações da noite, dando enfoque à sugestão feita à GBTran. “Para que providencie a sinalização da Rua Guilherme Müller, pois existem vários problemas na entrada daquela via”, justifica. Ele também engradeceu o fato de que Guabiruba, nesta eleição, deve contar com três pré-candidatos à prefeitura.
O vereador Luciano Schlindwein (PP), além de comentar sobre a morte do pai do prefeito, também falou sobre as Eleições 2016. Para ele, o mais importante é que a população tenha um voto consciente. “Para que a gente possa analisar cada candidato, as propostas, as pessoas. Agora vai ser a hora, depois que acontecer, não adianta ficar se lamentando”, dispara.
O quarto a se pronunciar durante a sessão foi Osmar Vicentini (PRB). Assim como na semana passada, ele falou sobre a pílula do câncer, a fosfoetanolamina, que terá um seminário em Brusque. “Estamos trabalhando para fazer um abaixo-assinado, juntar forças a nível nacional, para ver se conseguimos liberar”, comenta. O vereador também parabenizou a passagem do Dia dos Pais, no próximo domingo (14).
O líder de governo, Cristiano Kormann (PP), destacou durante a noite os projetos de autoria do Executivo que estavam na pauta de votação. E assim como outros parlamentares, também falou sobre a campanha e das eleições. “Em relação à campanha desse ano de como passar para as pessoas o que acontece no comitê dos candidatos e o que é feito por terceiros”, avalia ele sobre as notas em redes sociais.
Nilton Rogério Kohler (DEM) foi o sexto a subir na tribuna. Assim como já comentado, ele falou sobre as convenções e também criticou algumas obrigações partidárias, como o número de mulheres; as coligações entre siglas; e o voto obrigatório. “Eu concordo com as palavras do colega Waldemiro, quando ele diz da obrigatoriedade de você colocar mulheres, eu acho que a coisa tem que ser voluntária. Às vezes a mulher até quer, mas a família não quer o envolvimento, digamos, na sujeira que acontece em campanhas, que partem para o lado pessoal denigrindo a imagem do candidato”, lamenta.
O vereador Valdeci Ferreira (PP), o Boiadeiro, também relembrou o que viveu com Erico Kohler, elogiando a participação dele nas ações do município. “Sobre a Rua Antônio Vilson Gums para a limpeza das valas”, solicita. Ele também aproveitou para reforçar algumas indicações.
O último a se pronunciar durante a sessão foi o vereador Haliton Kormann (PMDB), que também levou as reclamações dos Correios a público. Para ele, é um absurdo os munícipes irem até Brusque para buscar correspondências. “Fizeram uma agência tão bonita, toda bem preparada, aí agora as cartas estão em Brusque e a gente tem que ir lá para buscar as cartas. Isso é lamentável e não pode acontecer”, destaca.
No final da sessão ainda foi aprovado o Projeto de Lei 011 de 2016, que dispõe o crédito especial à prefeitura. Também foi baixado para as comissões o projeto 012 de 2016 sobre a Lei Orçamentária de 2017.



