Técnicos sugerem nova quarentena no estado e apontam falta de UTIs em 12 dias

Técnicos do setor de vigilância epidemiológica do governo do estado estão sugerindo restrições mais rígidas e até propondo uma nova quarentena em Santa Catarina, tal qual ocorrera no início da pandemia, no mês de março deste ano. Eles prepararam um documento, no qual apresentam números sobre o aumento de casos de Covid-19 em todo o estado, bem como a quantidade de mortes causadas pela doença e a necessidade de medidas mais enérgicas para achatar a curva de crescimento.
O documento é do Centro de Informações de Vigilância Estratégica em Saúde da Diretoria de Vigilância Epidemiológica Estadual. Nele, os técnicos traçam um perfil entre a quantidade de casos no início da pandemia e o número de novos somente no período inicial de julho. Os dados ainda comparam a quantidade de pessoas internadas no estado por conta de doenças respiratórias no primeiro semestre de 2019, quando houve número de pouco mais de 1.300, com o mesmo período deste ano, que saltou para mais de seis mil.
Os técnicos reconhecem que o nível de letalidade em Santa Catarina é bem menor que o restante do país e creditam isso às medidas restritivas de março, além da disponibilização de atendimento com leitos de UTI e emergência nos municípios. Porém, afirmam que se não houver medidas mais restritivas, enérgicas e que ataquem diretamente o avanço da doença, em cerca de 12 dias haverá colapso em todo o sistema de saúde, com a falta de leitos o suficiente de UTIs para dar conta do número de infectados em estado grave.
O documento foi enviado ao secretário de Saúde do Eztado, André Mota Ribeiro, e ao gabinete do governador Carlos Moisés.



