Nas últimas semanas, internautas e ouvintes da Rádio Cidade entraram em contato com a reportagem para relatar a demora nos atendimentos do pronto-atendimento do Hospital de Azambuja. Na semana passada, uma mulher afirmou ter chegado à unidade por volta das 10h e, até às 16h, não havia sido atendida. A administração do hospital alega que há falta de triagem por parte da população em separar o que é urgência/emergência e atendimento eletivo, ou seja, programado.
Segundo o administrador do Hospital Arquidiocesano Cônsul Carlos Renaux, Fabiano Amorim, há dois médicos plantonistas 24 horas por dia e três médicos nas tardes de segundas e sextas-feiras, que seriam o suficiente para a demanda. “O nosso volume durante a semana está alto e a gente não consegue prever o volume de emergência”, diz.
O atendimento na unidade é separado pelas cores vermelha (risco eminente de perder a vida), amarela (condição de lesões reparáveis) e azul (atendimento sem urgência). De acordo com Amorim, atualmente, o maior número de acolhimentos é com a pulseira azul. “Conforme o nosso levantamento, em torno de 82% do nosso volume não é urgência e emergência”, defende.
Outra justificativa pela demora no atendimento que o administrador alega é a chegada de ambulâncias com vários pacientes durante o dia, oriundas do Corpo de Bombeiros Militar, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), das próprias Secretarias de Saúde de Brusque e de municípios vizinhos. “Isso, cada vez que atende, são duas horas, uma hora e meia, porque tem que ir para o exame, tem que voltar e entubar, então isso ocasiona uma demora”, declara. “A gente pede à população [em casos não urgentes] que se dirija às Unidades Básicas de Saúde (UBS), pois temos 25 UBS, 30 médicos nessas unidades e tem a Policlínica à noite”, completa Amorim.



