As primeiras quatro semanas do mês de agosto têm julgamentos agendados no Tribunal do Júri, da Vara Criminal de Brusque, para os crimes de homicídio e tentativa de homicídio.
A primeira sessão ocorre nesta terça-feira (2), às 8h30min, e tem como réu Cristoffer Schenkel Chagas Dias. Ele é acusado por tentativa de homicídio duplamente qualificado, pelo motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, identificada como sendo Phillipe Schaadt Brehm. Além disso, ele também será julgado pelo crime de ameaça contra Rodrigo Aurélio Diegoli.
Segundo a síntese da história, Dias teria ido no dia 9 de agosto de 2011 cobrar uma dívida de Brehm em uma casa noturna na Rodovia Antônio Heil. Ele teria disparado com uma pistola calibre .380 na cabeça da vítima, à queima roupa, conforme foi comprovado em um laudo pericial. No entanto, as lesões não foram hábeis para leva-lo a morte.
Em seguida, ele também teria ameaçado Diegoli por meio de mensagens e ligações telefônicas. Ambos casos têm envolvimento no mesmo dia. Dias é acusado pelos crimes previstos no artigo 121, parágrafo 2º, incisos II e IV, combinado com artigo 14, inciso II, e ameaça, por duas vezes, contra a vítima Rodrigo Aurélio Diegoli, capitulado no artigo 147, ambos do Código Penal Brasileiro.
A defesa dele será feita pelo advogado Luis Gustavo Janiszewski, enquanto a acusação será realizada pela representante do Ministério Público, a promotora Susana Perin Carnaúba.
CASO 2
Também sentará no banco dos réus o acusado de homicídio duplamente qualificado, Manoel Aroldo da Silva Filho. Ele é apontado pelo Ministério Público como sendo o autor da morte de Marlon Kistenmacher, no dia 5 de maio de 2013, na Rua Joaquim Zucco, no Bairro Nova Brasília.
Resumidamente, os envolvidos já havia se desentendido, sendo que a vítima teria acusado o filho do réu do furto de um cabo de televisão. Na época, eles foram parar na delegacia de Polícia Civil, até que, no dia dos fatos, Silva Filho foi até a casa da vítima armado com um revólver calibre .38 e atirou duas vezes, acertando o coração e as costas. Marlon Kistenmacher morreu no local.
O júri acontece no próximo dia 12 de agosto, às 8h30min. A defesa será feita pelo advogado Fabrício Gevaerd.
CASO 3
Outra situação que será julgada é a tentativa de homicídio quadriplamente qualificado contra Ivaneide Concenção de Sobral. O réu é Oscar Scarpitta, que, segundo a síntese da denúncia feita pelo MP, teria ido à residência da vítima, sua ex-companheira, no Bairro Poço Fundo, no dia 14 de março de 2016, com a intenção de matá-la.
Em razão de desentendimentos ocorridos um dia antes, o acusado jogou álcool no corpo da vítima, que estava no quarto do casal, e ateou fogo com um isqueiro. Ela ainda permanece internada no hospital, devido às queimaduras ocasionadas em grande parte do corpo.
Scarpitta é acusado pelo crime previsto no artigo 121, parágrado 2º, incisos II, III, IV e VI, combinado com artigo 14, inciso II, ambos do Código Penal.
O júri ocorre no dia 19 de agosto, às 8h30min. A defesa será promovida pelo advogado Leoncio Paulo Cypriani
CASO 4
O último caso dessa remessa de sessões será julgado no dia 26 de agosto, também às 8h30min. Warlei dos Santos Santana é o réu, sendo acusado de tentativa de homicídio duplamente qualificado, contra Roberto Walzburger; além de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.
Conforme a denúncia, ele, no dia 11 de julho de 2015, às 14h, armou-se com uma arma, marca Largo, calibre 32, acabamento oxidado com coronha de plástico, foi a um bar, localizado no Bairro Poço Fundo, e atirou três vezes contra a vítima à queima roupa. No entanto, Walzburger conseguiu desviar de um dos disparos e dois falharam.
A discussão entre os dois já era antiga, visto que ambos se desentenderam devido a vítima não aceitar vender drogas ao acusado.
Santana é acusado pelo crime previsto no artigo 121, parágrafo 2º, incisos II e IV, c/c artigo 14, inciso II, ambos do Código Penal, e artigo 14, caput, da Lei n. 10.826/2003. A acusação é feita pela promotora Susana, sendo que a defesa será feita pelos advogados Charles Weber e Leoncio Paulo Cypriani.
Todos os julgamentos ocorrem na sala do Tribunal do Júri no Fórum de Brusque, sendo presididos pelo juiz da Vara Criminal, Edemar Leopoldo Schlösser.



