Demóstenes Torres perde o mandato
O mandato do senador Demóstenes Torres (sem partido) foi cassado na tarde desta quarta-feira (11), em Brasília. Dos 80 senadores presentes a sessão, 56 votaram pela cassação do mandato, 19 votaram contra, além de cinco abstenções. Demóstenes, acusado de usar o mandato para favorecer o bicheiro Carlinhos Cachoeira, está inelegível até 2027.
A perda do mandato de Demóstenes, aprovada por unanimidade no Conselho de Ética e na Comissão de Constituição e Justiça, precisava de 41 votos para acontecer. Com isso, o ex-senador perde os direitos políticos por oito anos, a contar do ano de encerramento de seu mandato, 2019.
O ex-senador de Goiás é apenas o segundo a ter o mandato cassado. Luiz Estevão foi o primeiro, em 2000. De acordo com o advogado de Demóstenes, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, uma apelação está descartada porque, segundo o advogado, a decisão do plenário é soberana.
No lugar de Demóstenes assume o atual secretário de Infraestrutura de Goiás, Wilder Morais (DEM). Wilder ficou em evidência após as denúncias por ser ex-marido de Andressa Mendonça, atual esposa de Carlinhos Cachoeira. De acordo com o Senado, Wilder já foi comunicado e tem 30 dias para assumir a vaga.


