“Ou fazem alguma coisa ou vai morrer gente na porta da UTI”

Presidente da Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (Ammvi), o prefeito de Guabiruba, Matias Kohler, afirma que devem ser adotadas medidas mais rigorosas no decorrer desta semana para tentar conter o avanço do Coronavírus. A afirmação foi feita na manhã desta segunda-feira (13), durante entrevista ao programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade.
“Temos obrigação de fazer para proteger a vida. Não adianta eu não querer fazer se a medida é necessária. Se ninguém tomar atitude alguma, todos nós seremos culpados”, frisou ele ao mencionar que a lotação das UTIS nas cidades abrangidas pela Ammvi passa dos 70%.
Segundo Kohler, as decisões precisam e vão ser tomadas de forma regional. Isso porque as pessoas circulam pelos municípios e isso faz com que o vírus da Covid-19 também.
“Ou fazem alguma coisa ou vai morrer gente na porta da UTI”, pontuou ele, afirmando que os prefeitos não podem atender sob pressão da economia quanto às decisões tomadas para preservar vidas.
Para ele, as ações deveriam ser coordenadas pelas instâncias superiores, com o governo do estado.
“Não adianta em Guabiruba o restaurante fechar às 22h e em Balneário Camboriú fechar às 23h. O vírus continuará a circular livremente”, destacou ele.
Automedicação
Na semana passada, a Prefeitura de Guabiruba anunciou que Kohler e a secretária de Saúde, Patricia Heiderscheidt, que é sua esposa, estavam isoladas por conta de que três pessoas da família haviam sido diagnosticadas com o Coronavírus. Trata-se de duas filhas e a sogra dele. O casal, no entanto, não testou positivo.
Kohler disse que está despachando de casa e quando precisa assinar documentos vai até a Prefeitura após o final do expediente, quando o prédio está vazio.
Ele se disse contra as medidas adotadas por prefeitos de outras cidades quanto à distribuição de medicamentos à população como forma de prevenir a doença. Na avaliação dele, essa é uma das razões de ter havido surto de crescimento de casos nos últimos dias.
“A automedicação é um grande risco. A mentalidade de que existe um remédio de uma forma generalizada, que pode ser aplicada preventivamente está permitindo que o vírus se propague rapidamente”, pontuou.


