Empresários cobram responsabilidade da Câmara
Faltaram espaços no interior da Câmara Municipal de Brusque na noite de ontem (22), durante a audiência pública que tinha por objetivo debater o aumento no Iptu. Empresários, políticos, membros de partidos políticos e algumas pessoas da comunidade lotaram o plenário do Legislativo para o encontro, que foi solicitado por entidades da classe empresarial.
Segundo o presidente do CDL, Fabrício Zen, a intenção era cobrar da própria Câmara a participação daquele Poder no assunto que tem gerado a maior polêmica envolvendo a atual administração. “Foram eles (vereadores) que aprovaram. Acredito que uma parte do objetivo foi cumprido. (...) As respostas do Executivo já estamos ouvindo em outros momentos. O discurso deles (Executivo) não muda. Acredito que o governo tem um modelo participativo e desta vez ele não cumpriu com esse papel”, disse Zen em tom de crítica à postura do governo em não retroceder no reajuste.
O presidente da AmpeBr, Nilo Schulemburg, disse que as entidades haviam se reunido com o presidente do Partido Progressista (PP), Norival Fischer, e com o vice-prefeito, Evandro de Farias (PP), solicitando apoio à iniciativa contra, segundo Nilo, “o aumento abusivo” do imposto. Porém, a empreitada não obtivera sucesso. “Eles (Nori e Farinha) estavam mais preocupados em manter a aliança política do que outra coisa”, alfinetou o empresário.
Os vereadores também usaram espaço no encontro para opinar a respeito do tema. Dejair Machado (DEM) criticou a intenção das entidades empresariais, que, segundo ele, estariam tentando jogar a responsabilidade para cima do Legislativo. Alessandro Simas (PR) comparou o valor de uma residência em um bairro ao valor que o também vereador Ademir Braz de Sousa (PMDB) dissera pagar por um apartamento no Centro: os mesmos R$ 400.
Roberto Pedro Prudêncio Neto (PDT), Eduardo Hoffmann (PDT) e Celso Carlos Emydio da Silva (DEM) repetiram seus posicionamentos contrários, já externados nas reuniões ordinárias. Valmir Ludvig (PT) e Edson Muller (PP) fizeram o papel de defender a prefeitura perante o bombardeio de perguntas e colocações anti-Iptu.
Ainda do lado do governo, a defesa coube também aos secretários de Gestão Estratégica, José Gustavo Halfpap, e de Administração, Rogério Ristow. Ambos elencaram obras e ações desenvolvidas durante 2009 para justificar a necessidade de recursos via Iptu.


