Pai acusa plano de não ressarcir custos do funeral do filho

O comerciante Hederson de Souza (38) e sua família estão passando por um grande transtorno. Não bastasse a perda do filho, Luiz Felipe (22), que faleceu em junho deste ano, a família enfrenta um briga com o plano funerário Santa Catarina Assistência Familiar, que, segundo ele, não quer ressarcir o valor integral e gasto com o funeral.
Heder procurou a reportagem para relatar o problema. Segundo Souza, Felipe faleceu no dia 8 e, logo em seguida, ele procurou a funerária que estava de plantão naquela data para realizar os procedimentos. Como havia contratado o plano Santa Catarina havia alguns anos, acreditou que o custo seria coberto pelo mesmo. O que não teria ocorrido.
“O contrato é integral na cobertura, mas prometeram pagar apenas 30 parcelas do valor da mensalidade”, disse ele.
O comerciante afirma que pagava o plano havia dois anos e meio e foi a primeira vez que precisou utilizar. O valor da mensalidade era de R$ 28 ao mês, com assistência aos quatro membros da família: Heder, a esposa e os dois filhos do casal.
Ele ainda acusa a empresa de não atender seus contatos nos dias que se seguiram, bem como de se negar a oferecer uma cópia do contrato firmado na época da aquisição do plano.
Desde então, ainda segundo a versão do comerciante, as conversas com a empresa não avançam no sentido do ressarcimento. Com ajuda do compadre, Waldir da Silva Neto, que na época atuava na Prefeitura, ele entrou com reclamação no Procon e junto à Procuradoria Geral do Município.
“O funeral do Luiz Felipe somou a quantia de R$ 3.450. Quando o Heder foi ao Santa Catarina Assistência Familiar começou o problema”, relatou Neto, que disse que a ação junto à Procuradoria se deve por a empresa estar atuando de forma irregular na cidade.
O Santa Catarina Assistência Familiar é dono da Funerária Becker, cujo nome fantasia era Funerária São José. Em agosto do ano passado, a funerária teve a concessão para explorar o serviço em Brusque suspenso pela Prefeitura. Entre as acusações estavam a localização da empresa, a menos de 500 metros do hospital de Azambuja, o que é vedado, bem como a alteração societária do controle da mesma sem prévia autorização o poder público, o que é também vedado nos casos em que a mesma explora serviço em determinado município.
O que diz o Santa Catarina Assistência Familiar
Procurado pela reportagem, o gerente do Santa Catarina Assistência Familiar, José Correa, disse que não há nenhuma irregularidade no processo que envolve o ressarcimento do plano contratado pela família de Hederson de Souza. O plano oferece é o que consta na licitação que determinou as funerárias para explorar o serviço na cidade, datado de 2009.
Segundo ele, o ressarcimento dos custos funerários segue as mesmas regras. No caso de não haver funerária conveniada com o mesmo na cidade em que atua, o valor pago é de 30 vezes o da mensalidade.
“Nunca é ofertado a nossos clientes algo fora disso. O plano cobre um funeral de maneira digna e não luxuosa”, disse Correa.
Correa contesta a versão de Hederson, afirmando que ele não procurou o atendimento do plano logo após o falecimento do filho.
Ainda segundo o gerente do plano, a empresa tomou conhecimento de que o cliente ingressou judicialmente e vai tratar do assunto apenas nesta esfera.
Segundo Corrêa, o Santa Catarina Assistência Familiar tem cerca de 13 mil clientes somente em Brusque. O plano tem sede na cidade de Itajaí e atua em várias cidades do estado, inclusive na administração de cemitérios.



