Ainda este ano, Brusque terá substituídos cerca de 10% da rede de abastecimento de água ainda formada por tubulação de amianto. No total, dois mil dos 18 mil metros que restam do material serão substituídos até o final do ano. Pelo menos essa é a meta do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae).
O órgão anunciou na tarde desta quinta-feira (29) que os trabalhos de retirada da tubulação antiga já iniciou. Ao todo, são sete ruas que ainda possuem o amianto, instalado na década de 1960, e que serão contempladas com a troca por material em PVC.
Em novembro receberemos um projeto completo para substituir os outros 16 mil metros que ainda restarão. A partir dali, estabelecermos um cronograma para que as nossa sobras andem de forma compassada com o PAC pavimentação e o PAC drenagem para que causemos o menor transtorno possível, explica o diretor-presidente do Samae, Rogério Ristow.
O montante de recursos a ser investido na obra chega à casa de R$ 1 milhão e são próprios do orçamento do município. Não há liberação de valores para este tipo de fim e que seja do governo federal. O que há é para levar água a regiões e comunidades que ainda não possuem abastecimento. Como o nosso é para obra de melhoria, teremos que usar recursos próprios, prossegue Ristow.
Dados de um estudo feito pelo Samae aponta que cerca de 25% da água que é tratada pelo órgão e despachada para abastecer a cidade acaba se perdendo por conta da tubulação antiga e de amianto. Perde-se, segundo Ristow, em torno de um milhão de litros de água em um curto período de tempo. Isso por conta de que os primeiros quilômetros de tubulação que levam a água a partir da estação de tratamento principal são constituídos pelo amianto.
O uso do amianto ou de produtos que o contenham vem sendo criticado e proibido nos últimso anos pelo mundo todo. Estudos apontam que o material é capaz de provocar doenças canceríogenas.



