Um grupo de moradores da Rua Riachuelo, no Centro da cidade, está se organizando para pedir ao poder público limite nos horários do som alto durante os eventos no Pavilhão Maria Celina Vidotto Imhof. Eles avaliam, inclusive, ingressar com ação civil pública.
Paulito Kormann, 50 anos de idade, é morador de um edifício na rua há dois anos. Segundo ele, houve situações quando da realização de eventos com som alto até tarde da noite que foi impossível permanecer dentro do imóvel.
“Imagine uma banda, de rock, caipira ou qualquer ritmo que você possa imaginar, tocando dentro da tua sala na madrugada. É mais ou menos isso, tocando a todo volume”, comenta, afirmando que já chegou a passar a noite em claro por conta do som alto.
Síndico de um edifício na mesma rua, Tiago Severo, 40, relata que as reclamações também são feitas pelas 14 famílias que residem no prédio. Em uma das oportunidades em que houve evento com som alto nos arredores do pavilhão, ele teve de sair de casa.
“Estou nessa região há oito anos. A questão do som, principalmente à noite, quando chegamos cansados, precisamos dormir para acordar cedo no outro dia e trabalhar. Tem idosos, pessoas com criança recém nascidas”, comenta ele.
Os moradores afirmam que a intenção não é agir para impedir a realização dos eventos no espaço, mas que haja um limite de horário para a execução e som alto nos arredores. Severo cita como exemplo a locução da Fenajeep, que na edição deste ano extrapolou os horários de 22h, bem como o antigo evento de som automotivo, que não tem mais sido realizado no local.
“Já tenho contato com várias pessoas aqui na rua e esperamos começar a movimentar por elas. Coloco à disposição meu Whatsapp, que é o (47) 996002996 para entrarem em contato”, pontua Kormann.




