Desde as primeiras horas da manhã desta segunda-feira (4) Polícia Federal cumpre mandados da 31ª fase da Operação Lava-Jato nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Paulo Ferreira, ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) é um dos principais alvos desta nova fase.
Ele já estava preso pela Operação Custo Brasil, sob a acusação de participar de um esquema de corrupção negociado com a empresa Consist, que assumiu a gestão do crédito consignado de servidores federais.
A ação da Polícia Federal foi batizada de "Abismo", e tem como objetivo apurar fraudes em licitação, pagamentos de valores indevidos a servidores da Petrobras e o repasse de recursos a partido político em virtude do sucesso obtido por empresas privadas em contratações como o projeto de reforma do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) que fica na Ilha do Fundão, no Rio, estimado em quase R$ 850 milhões e cujo valor real pago pela estatal, após 17 aditivos, chegou a R$ 1,8 bilhão.
O esquema investigado envolveu diversas empresas que pagaram mais de R$ 39 milhões em vantagens indevidas para uma empresa participante do certame, a Diretoria de Serviços e o PT.



