Como já se esperava, a sessão da Câmara de Vereadores de Guabiruba, na noite de terça-feira (28), foi envolta de comentários, críticas e discussão sobre a repercussão na mídia da emenda proposta verbalmente pelo vereador presidente da Casa, Felipe Eilert dos Santos (PT), na última sessão (21). Na ocasião, apenas o voto do proponente foi a favor, ou seja, oito votos contrários à emenda que definia a redução dos salários dos vereadores.
RELEMBRE O CASO: Redução de salários: um contra todos
Em todos os nove pronunciamentos, o assunto foi comentado. Cada um, de uma maneira diferente. O primeiro a falar foi o vereador líder de governo, Cristiano Kormann (PP). O foco da vez foi a repercussão negativa nas redes sociais, inclusive com insultos à índole dos vereadores que atuam no município. “Isso é uma coisa que nos entristece muito, que nos deixa muito sentido. As pessoas que usam as redes sociais não para colocarem a posição contra ou a favor à votação, mas que usam para denigrir a imagem do vereador, do político. Nós acreditamos que tem muito político ruim no Brasil, mas têm bons também”, lamenta.
Uma das justificativas de Kormann para a abordagem do assunto foi outro projeto, na antiga legislatura, que ele também votou contra, por não acreditar que tem o direito de votar a favor de um projeto que vai atingir os parlamentares dos próximos anos. “Porque não acho justo a nossa legislatura reduzir o salário para a próxima legislatura, porque não sei serei eu que vou estar aqui, por isso justifiquei o meu voto contrário”, explica.
A emenda foi proposta verbalmente pelo vereador petista, que em sua defesa, mais uma vez, falou que fez àquilo que estava na consciência. “Não foi feito nada fora do regimento aqui, apesar de alguns vereadores da oposição terem levantado como se eu tivesse feito alguma coisa oportunista ou uma surpresa para todos eles. É a minha posição, minha convicção e eu não poderia voltar para casa sem expressar minha opinião. [...] Eu respeito todas as opiniões dos vereadores, assim como eu quero que respeitem a minha”, dispara Santos.
Durante o pronunciamento, o vereador Waldemiro Dalbosco (PP) questionou o por quê da redução não ter sido falada em outros tempos, apenas agora, em 2016, “42 meses depois”. Mas depois disso, ele também falou que o assunto seria repercutido de qualquer forma, seja pela redução ou pelo aumento do subsídio. “Essa questão pelo atual momento, econômico e político do país, é bastante sensível e para qualquer lado que você mexer vai gerar polêmica”, defende. “A alternativa era fazer o que estávamos fazendo, de cada vez mais aproximar a população da Câmara de Vereadores”, avalia Dalbosco.
Por outro lado, o presidente da Casa também esclareceu que a emenda não surgiu em outro momento pelas próprias regras da Câmara. “Regimentalmente, a gente só discute essa questão agora. Os outros vereadores escolheram o nosso salário e nós escolhemos o do próximo mandato, e isso é questão regimental e não podemos mudar isso”, pontua.



