Apesar da reforma na lei em 2010, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a qual torna obrigatória a participação de 30% de mulheres em partidos políticos, tem sido quase inexpressivo o número de candidatas eleitas no país. Desde a fundação do município, em 1860, Brusque nunca teve uma mulher eleita como chefe do poder executivo municipal.
O levantamento foi feito pelo Observatório Social de Brusque (OSBr), e aponta que em cargos políticos do poder legislativo, a participação das mulheres continua sendo muito inferior à participação dos homens.
Ainda conforme a pesquisa, apenas quatro mulheres foram eleitas para o cargo de vereadora. A primeira parlamentar foi Maria de Lourdes Fantini Benvenutti, na gestão 1993-1996, após 46 anos da criação da Câmara de Vereadores do município.Também fazem parte dessa lista Gleusa Luci Fischer, de 1997 a 2000, Paulina Coelho Harle, em três oportunidades, de 1997 a 2000, 2001-2004 e 2005-2008, e Marli Leandro, eleita em 2013, que atualmente ocupa uma das cadeiras no legislativo.
Evandro Carlos Gevaerd, diretor executivo do OSBr, conta que a pesquisa surgiu de uma brincadeira, já que na entidade há mais mulheres que homens. No entanto, diferente do que acontece lá, a política se mostra à par. “A gente quis demonstrar para a população, até para, de repente, estimular as mulheres na participação política. Porque talvez até crie uma identidade para a política e mude um pouco as características dela na cidade”, explica.
Em 2008, Paulina, como sendo a presidente da Câmara, foi prefeita interina na gestão do ex-prefeito Ciro Roza, que precisou se afastar por um mês.
No Brasil, as mulheres representam 51,7% do eleitorado brasileiro, mesmo assim existe rejeição do gênero feminino para cargos políticos. Na visão dele, a nova geração – principalmente a de estudantes – irá buscar mais pelo espaço do gênero na política. “E quem sabe até melhorar o perfil político, acho que talvez falte isso para nós termos uma política mais dinâmica, diferente e mais voltada à questão social e não pensando apenas em interesse corporativo”, pontua.



