Ideologia partidária esquenta clima entre vereadores
A sessão de ontem (18), na Câmara Municipal de Brusque, serviu para que os vereadores trocassem farpas sobre ideologia partidária. Tudo começou com um discurso do pedetista Roberto Pedro Prudêncio Neto, em que o mesmo citava texto do jornal o Estado de São Paulo que criticava o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal.
Foi o que bastou para que o líder do PMDB, Ademir Braz de Sousa, atacasse. “Quanto mais o tempo passa, mais dou razão àquele poeta que diz que a política virou o samba do crioulo doido. (...) Provavelmente, o PDT vai ficar junto com o PT na próxima campanha, em ajuda à Dilma Rousseff”, disse ele.
Prudêncio Neto, por sua vez, se defendeu das colocações feitas por Ademir. “Parece que quem esta em duvida é o senhor. Pelo o que sei, é o líder do PMDB. O senhor aqui não sabe se é oposição ou situação. No governo municipal é uma coisa, no Estado é outra na Presidência também”, declarou na tribuna o pedetista.
O líder do governo, Valmir Ludvig (PT), saiu em defesa do vereador peemedebista. “O senhor fala do vereador Ademir, mas o senhor também não se definiu. No nacional, o PDT fecha... no municipal, não fecha”, comentou ele.
Mas, foi Dejair Machado (DEM) quem fez um discurso forte, no qual apontou para o fato de o vereador do PMDB fazer a defesa daqueles que, segundo Dejair, já pediram a cabeça de Ademir pelo caso da ‘operação arrastão’, da Polícia Federal.
“Vocês não viram ninguém do Democratas, nem do PDT, fazer nenhuma consideração sobre ele (Ademir). Foi a manifestação do PT, o qual ele (Ademir) hoje defende. Toda executiva do PT pedia a cabeça dele (Ademir)”, disse.


