23 policiais são condenados a 156 anos de prisão

Já era madrugada de domingo (21) quando o juiz José Augusto Nardy Marzagão leu a sentença no Fórum da Barra Funda, em São Paulo. Dos 26 réus que estavam sendo julgados pela morte de 13 presos - em 2 de outubro de 1992, na Casa de Detenção do Carandiru, São Paulo -, 23 foram condenados. Sete jurados decidiram pela condenação e a pena é de 156 anos de prisão para cada, podendo recorrer em liberdade.
Apenas três foram absolvidos. Maurício Marchese Rodrigues, Eduardo Espósito e Roberto Alberto da Silva. Os réus condenados são: Ronaldo Ribeiro dos Santos, Aércio Dornelas Santos, Wlandekis Antonio Candido Silva, Antonio Luiz Aparecido Marangoni, Joel Cantilio Dias, Pedro Paulo de Oliveira Marques, Gervásio Pereira dos Santos Filho, Marcos Antonio de Medeiros, Paulo Estevão de Melo, Haroldo Wilson de Mello, Roberto Yoshio Yoshikado, Salvador Sarnelli, Fernando Trindade, Argemiro Cândido, Elder Tarabori, Antonio Mauro Scarpa, Marcelo José de Lira, Roberto do Carmo Filho, Zaqueu Teixeira, Osvaldo Papa, Reinaldo Henrique de Oliveira, Sidnei Serafim dos Anjos e Marcos Ricardo Poloniato.
No dia 2 de outubro de 1992, após um início de rebelião naquela casa de detenção, o coronel Ubiratan Guimarães, comandante da Polícia Militar do Estado de São Paulo na época, liderou uma intervenção dos PMs na penitenciária, a fim de - segundo ele - acalmar o distúrbio. Apesar de o número oficial ser de cento e onze detentos mortos e nenhum Policial Militar, os que sobreviveram relataram que a quantidade de assassinados foi muito maior. Segundo eles, mesmo os que já haviam se rendido eram mortos pelos militares.
Colaboração: Wilson Schimit Junior


