O que se encaminhava para apenas uma votação de Projetos de Leis (PL) acabou por se tornar uma polêmica. Os PLs 004, 005 e 006 tiveram a deliberação interrompida devido a uma proposta verbal de emenda feita pelo presidente da Câmara de Vereadores de Guabiruba, Felipe Eilert dos Santos (PT), para que ocorresse – de alguma forma – a redução dos salários dos parlamentares ou que equiparassem ao piso atual de um professor, no entanto, por oito votos contra um, de Santos, a proposta foi negada.
Após isso, a sessão ordinária, ocorrida na noite de terça-feira (21), ficou movimentada na saída dos vereadores. Alguns não quiseram comentar sobre o assunto, como foram os casos dos vereadores Nilton Rogério Kohler (DEM) e Waldemiro Dalbosco (PP). Por outro lado, o autor da proposta de emenda afirmou não haver polêmica no caso. “É uma questão pessoal, a gente vê. É um pedido da sociedade, que se reduzam os salários dos vereadores e que enxugue a máquina pública, foi isso que a gente viu nas manifestações de rua”, defende Eilert.
Os projetos que entraram em votação eram referentes à fixação dos subsídios do prefeito e vice-prefeito (004), dos secretários municipais (005) e dos vereadores (006). Atualmente, o ordenado de um vereador de Guabiruba é de R$ 4.374,30 e, pela proposta do presidente, o salário seria rebaixado para R$ 2.135, que é o piso do magistério na cidade. Assim que foi aberto à votação o projeto, a diferença de R$ 2.239,30 foi negada pelos oito vereadores.
“Se for para comparar, assim como gostam de comparar a gente com a Alemanha. A Alemanha não paga pelos seus vereadores”, dispara o parlamentar. “Então eu vejo que um salário de R$ 2.135 seria justo, em minha opinião”, completa.



