Família tem suspeita de negligência médica
Josimara Gonçalves dos Santos, enteada de Josmar Machado de Oliveira (51), que foi a primeira vítima fatal de gripe A em Brusque no último dia 26, quando faleceu por volta das 10h30min na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Azambuja, entrou em contato com o Jornalismo da Rádio Cidade para relatar que a família suspeita de negligência no atendimento ao paciente.
Conforme Josimara, Josmar deu entrada no hospital no dia 14 de maio, já com um quadro grave de broncopneumonia. Porém, o material para exame não foi coletado no momento da internsação, sendo que em Brusque já havia sido confirmado alguns casos de gripe A. Ainda de acordo com a enteada, o padrasto foi transferido do quarto de internação para a UTI somente um dia antes de falecer (26), e o material só foi coletado pela vigilância epidemiológica quando ele já estava morto.
A família acredita que se o material tivesse sido coletado quando Josmar deu entrada no hospital, ele poderia ter sido salvo. Porém, a coleta do material ocorreu duas semanas após ele estar internado.
Na última sexta-feira (1º), a reportagem da Rádio Cidade manteve contato com a vigilância epidemiológica e com o diretor clínico do Hospital de Azambuja, Antônio Carlos Pucci, que ficaram de conceder uma entrevista nesta segunda-feira (4) para tirar dúvidas sobre os procedimentos adotados pelo hospital quando um paciente é internado com um quadro grave de broncopneumonia e se a coleta do material para a realização de exames é feito no instante da entrada do paciente. Ou se existe outro procedimento a ser seguido pela equipe médica.


