Nessa semana, o Tribunal de Contas da União (TCU) lançou o aplicativo “Eu fiscalizo” para o controle social. O sistema pode ser utilizado em smartphones e tablets.
Para Evandro Carlos Gevaerd, diretor-executivo do Observatório Social de Brusque (OSBr) – principal entidade que monitora os gastos públicos na cidade – a iniciativa é comemorada. “Nós entendemos que os aplicativos e as informações disponíveis na internet são fundamentais para o cidadão acompanhar e, inclusive, intervir em algumas ações que ele não concorde com o Poder Executivo”, declara.
O Observatório pratica essas atividades, entre elas, acompanhar os gastos e participar das compras do poder público. “E, na medida do possível, até de cancelar alguma compra ou de adequar alguma licitação que está tendenciosa”, completa.
Gevaerd ainda relembra que o trabalho feito pela organização pode ser feito por qualquer cidadão. “Nós não temos privilégio algum em atuar. O privilégio que o Observatório tem é o mesmo que qualquer cidadão tem, de intervir em algumas ações que ele não considera que esteja dentro da lei”, pontua.
Para utilizar o aplicativo, basta baixar no site ou nas lojas do Google Play e da App Store, fazer o cadastro, ou conectar diretamente com o Facebook, ou ainda, utilizar de forma anônima.
Dentro do aplicativo, na opção "Manifeste-se e faça a sua parte" o cidadão pode fazer uma colaboração, anexar evidências e enviar a mensagem.
PORTAL DE TRANSPARÊNCIA
Outro dado revelado nessa semana foi o do Portal da Transparência do Governo Federal, o qual registrou recorde em acessos mensais em 2016, sendo contabilizados números até maio deste ano.
No total, o Portal recebeu mais de 7,2 milhões de acessos em todas as áreas do site. De acordo com o relatório que divulga as estatísticas de acesso, a média mensal ficou entre 1,44 milhão. Somente no mês de maio ultrapassou 1,7 milhão de acessos. O número supera o recorde desde 2004, ano da criação do site.
Apesar do dado, o diretor- executivo acredita que o índice é acanhado. “Porque a gente sabe que a maioria da população não se interessa por isso ainda. Não é só importante fiscalizar o Governo Federal, mas também Estadual e Municipal”, lamenta.
Ele acredita que, com a participação da comunidade, os sites dos portais de transparência podem evoluir mais. “Uma ação que deve ser feita nos próximos dias é fazer uma avaliação do site e encaminhar para a Prefeitura e, se for o caso, para o Ministério Público para tomar alguma atitude e melhorar ainda mais a divulgação das ações públicas”, acrescenta.




