O procurador-geral do município, Mário Wilson Mesquita, conversou com a imprensa na manhã desta quarta-feira (15) para explicar a representação iniciada contra o presidente da Câmara de Vereadores, Roberto Pedro Prudêncio Neto. O que gerou esta ação foi a entrada de Prudêncio e seu grupo no gabinete do prefeito, na noite de sexta-feira (10).
Segundo Mesquita, de sexta-feira (10) até segunda-feira (13), em nenhum momento a posse do cargo de prefeito foi dada a Prudêncio, muito porque a intimação de José Luiz Cunha da liminar favorável ao ex-prefeito interino aconteceu apenas na tarde de segunda-feira. Com isso, na visão do procurador, a cidade não trocou de prefeito no final de semana.
Porém, além da entrada no gabinete, relatos foram feitos à procuradoria, inclusive com o registro de Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia Civil, de que documentos foram furtados da Secretaria de Comunicação, entre outros, empenhos de pagamento para as mídias. Além disso, rascunhos foram levados do local, e outros papeis também sumiram da sala da procuradoria.
Com essa representação feita na Câmara de Vereadores contra Prudêncio, agora o processo seguirá na casa legislativa. Ou seja, cabe à corregedoria da Câmara julgar a denúncia e decidir qual o futuro de Prudêncio. Mas entre as irregularidades apontadas na denúncia estão o abuso de poder, exercício arbitrário das próprias razões e o decoro parlamentar, muito por conta dos indícios apontados através de provas de vídeo e também com testemunhas.
Sobre a fala de Prudêncio no início da semana, que pedia uma conversa livre entre ele e José Luiz Cunha para uma governabilidade da cidade, Mesquita afirmou que foram várias as tentativas por uma conversa entre os dois, ou então entre representantes, situação que não teve resposta do presidente da Câmara até o momento.
Com relação aos seguranças encontrados na porta do gabinete na entrada de Prudêncio na Prefeitura, o procurador deu as razões pela contratação. Os profissionais foram contratados diretamente pela pessoa do prefeito José Luiz Cunha, e estão desde o primeiro dia de serviço dele no cargo de prefeito, e ficarão até o final de expediente de quinta-feira (16).
Porém, a contratação destes profissionais foi necessária porque desde que foi eleito no dia 5 de junho, José Luiz Cunha tem recebido ameaças através de ligações telefônicas, que são anônimas. Temendo pela sua integridade física, e também para evitar que o fato acontecido recentemente em Criciúma, onde na troca de prefeito um incêndio queimos diversos documentos importantes, essa segurança particular foi contratada.
Confira no áudio no topo da página trechos da coletiva de imprensa




