O grupo político de Roberto Pedro Prudêncio Neto (PSD) deixou claro novamente nesta tarde que não vai abrir mão do comando da Prefeitura. Em nova conversa com a imprensa na sede da Câmara de Vereadores, da qual é presidente, Prudêncio Neto confirmou que sua assessoria jurídica entrou com recurso no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) para tentar reverter a decisão do próprio TJ que devolveu José Luiz Cunha, o Bóca, ao cargo de prefeito no domingo (12).
Ele voltou a repetir o discurso da ilegalidade nos atos da mesa diretoras da Câmara que permitiram a inscrição da chapa encabeçada por Bóca e Rolf Kaestner na eleição indireta do dia 5 de junho. “Acreditamos que desde a inscrição da chapa 1, da eleição, diplomação e tudo o que se seguiu a partir dali é ilegal”, frisou ele.
Prudêncio Neto rebateu colocações que surgiram de que teria desaparecido com documentos da Prefeitura quando do resultado da eleição indireta, bem como acusou o grupo de Bóca de colocar seguranças armados para impedir se acesso na última sexta-feira (10). Na ocasião, a juíza Iolanda Volkmann, da Vara da Fazenda de Brusque, determinou que todos os procedimentos da eleição indireta fossem suspensos.
“Foi chamado reforço policial e acredito que foi cerca de uma ou duas horas para que tudo se normalizasse. Eu não poderia descumprir uma decisão judicial. Ordem judicial no ase discute e eu cumpri”, prosseguiu ele.
Ele frisou o tempo todo que a intenção é evitar toda a briga jurídica que está em andamento pelo controle do Executivo. Disse que há a possibilidade de um acordo entre seu grupo e o de Bóca Cunha para dar fim ao embate, mas que isso somente vai acontecer após uma decisão final do Judiciário.
“Acredito que nos próximos dias o TJ vai julgar. Julgando favoravelmente ao Boca ou que nos retornemos, aí o pacto de faz e acaba por aí. Outra possibilidade não vemos. Estamos trabalhando nesse sentido”, destacou.



