Secretária fala da receita de secador de cabelos
A secretária de Saúde de Guabiruba, Valquiria Kohler, esteve na sessão ordinária da câmara Municipal na noite desta terça-feira (29), para dar explicações sobre o fato de um médico da rede Municipal ter receitado para umsa paciente a compra de um secador de cabelos.
Valquíria questionou o vereador Valentim Kohler, autor da convocação para que ela fosse falar sobre o assunto. Ela perguntou ao vereador o que ele entende por ética profissional e conduta médica. E ele respondeu: "Entendo que na prescrição feita por esse médico dessa maneira, pois a mãe veio (à câmara), explicou a situação da paciente, o fato de ela não ter levado a cabelo, e o médico da mesma maneira receitou o secador de cabelos. Como se não bastasse, em seguida conduziu a paciente e a mãe dela até as atendentes, onde fez uma sátira quanto a sua prescrição. Por, talvez, achar que o cabelo estava molhado ou não, o médico poderia ter resolvido em um bom diálogo. Eu entendo que ele passou do limite.
A ética profissional, eu entendo, se inicia desde uma boa recepção, um bom diálogo com o paciente e, dessa mesma maneira, tentar chegar a uma solução. No meu ponto de vista e também de muitos guabirubenses, faltou um pouco de ética, transparência e até um pouco de carinho. E acredito que não é dessa maneira", desabafou Valentim.
A secretária emendou: "Na verdade, você não conseguiu responder minhas perguntas, o que é ética médica e onde faltou essa ética". E o vereador disparou: "A ética faltou, a partir do momento que ele conduziu a paciente até o balcão de atendimento e ainda fez ironia dizendo para as funcionárias para olharem o que ele prescreveu na receita".
Valquíria e Valentim travaram um longo diálogo. E a secretária passou a versão da secretaria dizendo que, "Você (Velentim) se baseou no conceito da sua própria convicção, sem nenhum fundamento técnico, nenhuma disposição estatutária ou regimental do hospital ou de instituição publica ou privada (mmm). Portando, prescrição médica nós não podemos questionar. O único órgão que pode questionar uma prescrição medica é o conselho regional de Medicina, ao qual o médico Antonio Freitas já escreveu uma carta, relatando o que realmente aconteceu".


