Uma coletânea que começou em uma metáfora com a caixa de lápis de cor, lá trás, terá o lançamento do primeiro livro nesta sexta-feira (10), às 20h, no Centro Empresarial, Social e Cultural de Brusque (Cescb). A primeira obra relaciona o lápis branco, fala sobre inclusão social e está intitulada “Pintando o preconceito e colorindo o conceito”.
Teoma Nunes, autora da coleção, conta que juntamente com o lançamento, também será apresentada uma peça da Companhia Teatral Cores e Valores, a qual retrata todo o projeto da Caixa da Lápis de Cor, que contém 24 livros. “A ideia é que a cada três meses apareça um livro novo. Então, em setembro, nós estamos marcados para o lançamento do segundo livro que é “Pintando o sofrimento e colorindo a felicidade, que eu vou tratar sobre a questão do meio irmão”, conta.
Já o primeiro livro fala sobre a inclusão social. Na metáfora, ela utiliza o lápis branco como a criança especial, seja na escola ou no ambiente em que vive. “Porque o lápis branco é aquele que fica esquecido dentro da caixa, assim como a criança especial que muitas vezes fica esquecida. Mas, quando ela misturada com as outras crianças, ela suaviza o ambiente, assim como o lápis suaviza as outras cores”, compara.
O projeto em si nasceu há pelo menos 19 anos, quando a filha de Teoma tinha 10 anos de idade. A autora conta que a primogênita ficou questionado do motivo do amiguinho da escola não ter todos os membros do corpo, enquanto a ela possuía. “Ela viu que tudo dependia do contexto em que estava inserido”, relata. Em seguida, a própria criança surgiu com a metáfora das cores: “Aos dez aninhos, ela pensava: e se os lápis de cor tivessem sentimentos? O lápis branco se sentiria tão injustiçado, visto que ele nunca é usado. E aí ela começou a colorir a folha preta com lápis branco e viu que tudo dependia do contexto. Surgiu daí a ideia principal”, completa.
O teatro, que é uma ação da Editora Cores e Valores, segue com a mesma temática, sempre buscando refletir sobre os 24 assuntos da coletânea. As peças teatrais também serão apresentadas em escolas da cidade.
O LIVRO
A obra é feita com uma ilustração e uma história. “A cena retrata o ambiente em que as crianças estão, uma hora no contexto familiar outra hora na escola”. A cada novo livro aparece um personagem novo. Teoma explica que começa com um grupo pequeno e vai crescendo, sendo que cada criança é uma cor.
Não somente temas ditos de fácil entendimento às crianças, mas também serão abordados assuntos como política, preservação da natureza, ONGs de animais, entre outros. Mas tudo isso na segunda temporada, a partir do 13º livro.
“A previsão da coleção toda ficar pronta, se cada três meses forem lançados livros, é de cinco anos de trabalhos pela frente, em 2021”, acredita. No projeto, além de Teoma que é diretora, também há uma psicóloga e um neuropsicopedagogo.
Para o lançamento, nesta sexta-feira, não há mais convites, pois já foram todos distribuídos. Mas quem tiver interesse em comprar a obra, ela será comercializada na livraria Saber, dentro do Shopping Gracher, por R$ 25.
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