Ação mais enérgica contra quem provoca incêndios em vegetação

O Corpo de Bombeiros Militar de Brusque está buscando junto à Prefeitura medidas que possam minimizar a situação das queimadas que têm sido registradas na cidade. Uma delas é a emissão de Decreto que crie regras e sanções a quem provocar incêndios. O motivo é justamente a quantidade de chamados atendidos pela corporação nos últimos tempos de casos dessa natureza.
O comandante dos bombeiros de Brusque, capitão Jacson Luiz de Souza, disse esta manhã, em entrevista ao programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade, que isso está virando um problema grave. Principalmente por conta da estiagem que tem feito com que a captação de água fique comprometida. Ele citou caso de um incêndio ocorrido na última semana e que exigiu o uso de milhares de litros do líquido para ser contido.
“Aquele incêndio pequeno, em torno de 400 metros quadrados, gastamos seis mil litros de água”, frisou ele.
Em um levantamento feito no mês passado, o Corpo de Bombeiros de Brusque apontou que, no período de 30 de março a 28 de abril deste ano, foram atendidos 23 chamados para apagar fogo em vegetação. Ocorrências que consumiram cerca de 45 mil litros de água. A maioria desses casos, segundo os bombeiros, é ação de pessoas que ateam fogo no mato: ou propositalmente ou para queimar lixo e acabam perdendo o controle das chamas.
“Mais de 95% dos casos de incêndio tem ação do homem, muitas vezes por negligência”, relata Jacson.
O prejuízo aos cofres públicos é grande. Tudo porque a água usada no combate a incêndios é da rede pública, captada e tratada pelo Samae. A necessidade de vazão e força para jogar o líquido para os caminhões, aliada à agilidade necessária para os casos de emergência, obrigam a corporação a utilizar o líquido da autarquia.


