Uma decisão judicial do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), emitida pelo desembargador Luiz Zanelato, suspendeu o curso de formação de 711 policiais militares que iria iniciar manhã da última quarta-feira (1º). A Associação dos Praças de Santa Catarina (Aprasc) discorda da determinação judicial e denuncia mais um episódio de descaso e desrespeito do Estado com a segurança pública.
Além desse caso, a Aprasc ainda relembrou dos nove meses de espera dos alunos-soldados, com pelo menos cinco adiamentos. Inclusive, repudiou a ação, conforme a nota divulgada na íntegra:
“A APRASC, em face da decisão judicial que refletiu na suspensão do curso de formação de futuros policiais militares, vem a público manifestar seu REPÚDIO.
Mais uma vez a sociedade fica à mercê da própria sorte quando o Estado falha na gestão do assunto Segurança Pública. São inúmeros os casos em que o Estado de Santa Catarina recorre de uma decisão para fazer valer seus interesses. No caso da suspensão do curso de soldados, vimos, perplexos, a conivência e desinteresse por parte de quem tem a responsabilidade pela gestão pública.
A injustiça praticada com os cidadãos que pretendem defender a sociedade honrando a farda policial militar é semelhante ao descaso com o que o Estado tem buscado para prover a segurança de toda população que clama vitimada ou temerosa por toda Santa Catarina.
Estamos, nós policiais militares, atentos e temerários dos reflexos dessa decisão. Tais profissionais deixarão de atender, de proteger a sociedade catarinense, de minimizar o tão precário déficit de efetivo policial.
Não podemos, cidadãos trabalhadores e defensores dos direitos, acatar silentes que uma classe que se propõe a nos defender seja tratada com tamanho descaso e desrespeito.
Vejam catarinenses, que estes 711 futuros policiais estão ávidos, dedicados e empenhados apesar de todo o desconforto e desrespeito com eles praticado. Foram 10 meses com quatro adiamentos de chamado até o tão esperado momento de integrar as fileiras da corporação. Foram 10 meses de sacrifícios daqueles que foram induzidos a largar seus empregos para iniciar o curso que durou menos de 24 horas. Não pode ficar por isso.
A APRASC reitera que está buscando extinguir os efeitos dessa medida judicial exorbitante visando fazer valer desde sempre os direitos dos futuros policiais militares.”.




