Taxista relata tensão ao ter faca no pescoço e receio de ser morto

Alvo de assaltantes na semana passada, o taxista Osvaldino Varela pede auxílio para tentar localizar o carro, levado pelos criminosos naquela ocasião. Ele foi rendido na quarta-feira (13) à noite, na região do bairro Volta Grande, por dois homens armados com revólver e faca, e abandonado no meio do caminho.
Osvaldino conta que chegou em casa no final do dia e um amigo, também taxista, ligou pedindo para que ele fizesse uma corrida a um cliente, pois não iria poder. O homem então passou o contato do tal cliente, que disse estar em Gaspar e pedia que Osvaldino levasse dois amigos seus de Brusque para lá.
O taxista conta que conversou com o homem por alguns minutos. Chovia muito naquele momento, mas ele foi até o local combinado para pegar os dois.
Chegando lá, ele viu que os homens não estavam no ponto combinado e se deslocavam a pé, quando conseguiu alcança-los. Um deles entrou logo no banco de trás e o outro no carona, na frente. Os três seguiram pela rodovia Ivo Silveira e conversaram bastante no trajeto.
No meio do caminho, um dos homens teria atendido um celular e disse que o amigo que os aguardava em Gaspar havia se deslocado até metade do caminho para buscá-los. Os três, então, pararam à margem da rodovia e ficaram por alguns minutos conversando na região do bairro Barracão, divisa entre as duas cidades.
“De repente, ele deu um mata leão e colocou a faca no meu pescoço”, disse Osvaldino.
Os bandidos ordenaram que ele entrasse em uma rua. Um deles desceu e o outro assumiu a direção.Disseram que iriam apenas levar o carro e não machucariam o taxista.
“Você acione o seguro, que teu carro você não vai ver mais”, relatou Osvaldino ter ouvido de um dos assaltantes.
Os criminosos chegaram a dizer ao taxista que tinham dó dele, mas que estavam levando o carro para outra pessoa.
Em certo ponto da estrada, quando já iam embora com o carro, os bandidos pararam e ameaçaram voltar. Receoso de que iriam matá-lo, ele entrou no meio do mato para se esconder.
“Daí saí na rodovia, cerquei vários carros e ninguém parava. Aí veio um Gol, cerquei ele e parou. Um rapaz que trabalha no SAMU de Brusque estava passando, parou e nos ajudou”, disse ele, que já havia recebido ajuda de outro veículo que parara instantes antes.
Foi a segunda vez que Osvaldino foi assaltado. Da primeira vez, cerca de três anos atrás, ele foi rendido em Itajaí e preso no porta-malas. Daquela vez, no entanto, não levaram o carro.
“Eles foram mais agressivos quando eu disse que não tinha seguro do carro. Daí arrancaram o taxímetro com raiva”, relata ele.
O taxista espera que a polícia consiga chegar no paradeiro dos criminosos. Se alguém tiver informação sobre o carro, um Prisma de cor branca, placa QIL 7203, pode repassar a informação à polícia no 190, da Militar, ou no 181, da Civil.



