O relator, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), do processo mais longo da história, pediu a cassação nesta quarta-feira (1º) do presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por quebra de decoro parlamentar. Rogério disse que o acusado quebrou o decoro parlamentar ao não informar a existência de contas bancárias no exterior quando questionado na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.
“Houve uma intenção deliberada de escamotear a existência de toda uma estrutura montada para o recebimento de propina e ocultação de patrimônio ilícito”, afirmou Rogério. Na opinião dele, Cunha agiu pensadamente quando teria escondido as contas correntes.
“A ida [de Cunha] na CPI constituiu muito mais que uma clara tentativa de colocar o Congresso Nacional contra as investigações que o procurador-geral da República [Rodrigo Janot] vinha conduzindo naquele momento. Aqui resta evidente que o falso praticado na CPI foi premeditado na tentativa de colocar o Congresso Nacional contra as investigações que vinham sendo efetuadas pelo procurador-geral da República naquele momento, do que um ato de colaboração com os atos processuais que vinham sendo praticados pela comissão parlamentar”, completa.
O relator concluiu ao dizer que levou em conta o conjunto de provas contra Cunha, mas que a imputação no parecer diz respeito ao Artigo 4º Código de Ética que trata de procedimentos passíveis de perda de mandato.
Ao final, ainda foi apresentado um pedido de vista pelo deputado Carlos Marun (PMDB-MS), aliado de Cunha, para adiar a discussão e votação do parecer de Rogério, o que deve ocorrer na próxima semana.



