“Eles interferem no estatuto do sindicato, na direção, na arrecadação, na filiação, no processo eleitoral”. São palavras do presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio de Brusque e região (SEC), Júlio Gevaerd, sobre ações do Ministério Público (MP) no trabalho das entidades sindicais que representam os trabalhadores.
Ele concedeu entrevista à Rádio Cidade e contou que o problema inicial seu deu devido a uma denúncia anônima sobre a arrecadação da taxa assistencial paga pelos associados. Na visão dele, a reclamação surgiu pela falta do pensar no coletivo. “É muito difícil você lidar com pessoas que só pensam no ‘eu’”, lamenta.
MERCADO
Sobre o número de vagas de emprego no comércio, Gevaerd vê que em alguns setores são excedentes as oportunidades, já em outros, não há especialização. “Se não fosse o comércio e serviços, o nosso nível de desemprego estaria muito maior. Têm segurado esse nível, que está na faixa de 11%”, destaca. Já no segmento da indústria de transformação é um dos que mais sofre com o desemprego. “No comércio não é tão grave e nem tão desesperador, como em outros setores”, afirma.
DOMINGO
Uma ouvinte da Cidade entrou em contato com a reportagem para questionar se há alguma negociação entre o comércio e o sindicato para o aumento do valor que atualmente é pago para quem trabalha aos domingos. O presidente explicou que se trabalha no domingo por uma lei federal e, também, municipal – “é competência do município para legislar sob o horário do comércio”.
Ele afirma que, graças ao trabalho do sindicato, os que trabalham aos domingos têm direito de receber o valor de pouco mais de R$ 40. “Eu sei que é pouco, todo mundo sabe que é pouco. Mas se você sair de Brusque, nenhuma cidade paga alguma coisa para que a pessoa trabalhe no domingo. É ruim, mas pior seria trabalhar e não ganhar nada. Esse reajuste só é ajeitado nas negociações salariais, que é na data base em novembro”, completa Gevaerd.



